Educação das crianças: Filhos aprendem comprando
Idas ao shopping podem ser oportunidade para pais ensinarem às crianças a lidar com dinheiro.
Quando Victor Miranda de Fillipo, de 6 anos, chega à loja de brinquedos, seus olhos brilham. Pode parecer loucura levar uma criança às compras de Natal. Mas também pode ser uma ótima oportunidade para os pais ensinarem algumas lições de educação financeira aos filhos. Foi o que fez a decoradora Juliana Zuppo de Miranda. “Ele já sabe o que é barato e o que é caro.
Agora, ensino a ter limite. Falo o quanto pode ser gasto e o presente não pode ultrapassar o valor”, explica a mãe. O problema, diz ela, é que, como Victor acredita no Papai Noel, pede o presente mais caro para ele.
“Essa é a chance de mostrar aos filhos a diferença de preço e qualidade entre os produtos. Mostrar a razão de determinada escolha. Sempre lembrar que a ênfase deve ser dada a compras racionais, nunca emocionais”, orienta a educadora financeira Lilian Gallagher. Outra possibilidade, segundo a especialista, é dar algum dinheiro para que o filho compre algo que realmente precise. “Nada de gastar com besteiras e supérfluos”, afirma. Victor sabe bem o que é isso e já aprendeu a negociar. “Minha mesada é pouca. Eu tenho que juntar para conseguir comprar alguma coisa”, diz o menino. Ele ganha, na verdade, uma semanada de R$ 5.
Para o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, os benefícios da mesada são inegáveis. “Além de desenvolver o senso de responsabilidade, a administração de uma mesada ensina o quanto pode ser difícil fazer o dinheiro render quando não se tem controle sobre os próprios impulsos de consumo”, diz. Muitas crianças e adolescentes, segundo ele, gastam além da conta e passam a recorrer sistematicamente aos pais para conseguir mais dinheiro. E, se os pais cedem a esses pedidos, o filho cria a ilusão de que pode gastar sem limites. Para calcular o valor da semanada, cada ano de vida equivale a R$ 1.
O dinheiro da mesada de Célia Moreira Lopez, de 9, vai todo para o banco e os presentes só chegam em datas comemorativas. “Eu tenho poupança e o meu dinheiro rende. Então prefiro colocar lá do que gastar com o que não preciso. Ganho R$ 40 todo mês”, diz a menina. A mãe, Ana Maria Lopez, ensina ainda que todo fim de ano é hora de juntar os brinquedos que não são mais usados para doação. Para ela, o que mais atrapalha a educação financeira dos filhos são as propagandas na televisão.
Um ponto muito importante é explicar para o filho, por meio de conversas, jogos ou brincadeiras, que nem tudo que se vê nas lojas ou assiste na TV é para ser comprado, alerta Domingos. “É importante estimular a reflexão sobre o que ele deseja e o que precisa comprar. A diferença é grande. As compras de Natal também podem ser oportunidade para reforçar a ideia de que existem datas especiais (Natal, Dia das Crianças e aniversário) para ganhar presentes, evitando que a criança queira tudo o tempo todo”, detalha. Não é tarefa fácil, na opinião de Fabiana Lopes, de 36, mãe de Paula, de 5, Mateus, de 1 e meio, e Lara, de 8 meses. “Eles querem tudo que veem na televisão”, diz.
A autora do livro Nascidos para comprar, Juliet B. Schor, demostrou por meio de pesquisas realizadas nos Estados Unidos que a exposição excessiva a valores materiais está arruinando o bem-estar das crianças norte-americanas. Elas podem reconhecer logomarcas aos 18 meses e, antes do segundo aniversário, estão pedindo coisas pelo nome das marcas. Aos 3 anos, as crianças acreditam que as grifes podem mostrar suas qualidades pessoais, como ser legal, esperta ou forte.
Antes mesmo de iniciar a vida escolar, 25% delas já têm televisão no quarto e podem se lembrar de 200 marcas. Os estudos mostram ainda que crianças de 10 anos têm em média 300 a 400 marcas e logomarcas na memória. As crianças assistem a 40 mil comerciais na televisão por ano e pedem 3 mil produtos e serviços nesse mesmo período. Para os especialistas brasileiros, o que ocorre aqui não é tão diferente.
A vontade em ter um brinquedo ou qualquer outro produto pode resultar até mesmo em pirraça. Nesse momento, Gallagher adverte: é importante conversar, e não ceder. Se a criança insistir, é hora de acabar o “passeio” e voltar para casa. “Se for a primeira vez, ela entenderá rapidamente que essa técnica de nada servirá. Se isso, entretanto, já for frequente, o problema não se resolverá imediatamente, pois algo no passado já demonstrou que isso dará resultado”, completa Domingos.
Fuja dos gastos
Para crianças mais conscientes financeiramente, pais devem evitar:
Dar mais do que os filhos necessitam. Antes de comprar é preciso deixar o emocional de lado e usar o racional para tomar a decisão do que levar para casa.
Compensar a ausência no dia a dia com presentes.
Não falar com naturalidade sobre dinheiro na família.
Demonstrar que não confia na capacidade do filho de administrar seu próprio dinheiro.
Colocar os filhos numa escola muito acima de sua capacidade financeira, o que pode gerar traumas. Conversar com a criança sobre padrões de vida pode ser um caminho para que ela tenha menor impacto junto aos amiguinhos. Dar dinheiro de forma descontrolada para as crianças. É importante que se acompanhe tudo o que os filhos recebem e como eles estão gastando o dinheiro.
De nada vai adiantar o pai tentar educar o filho financeiramente se ele mesmo não é educado. Se a criança não tiver o exemplo de como lidar com o dinheiro corretamente, não assimilará a ideia.
Não acompanhar os filhos durante o processo educacional.
Mostrar que o dinheiro é responsável pela felicidade. Nunca permita que o filho assimile o sentimento de felicidade ao consumo.
(Fonte: Educadores financeiros Lilian Gallagher e Reinaldo Domingos(Paola Carvalho))
É preciso passar sempre o bom exemplo de como lidar com o dinheiro e
esse exemplo pode ser dado em casa, em supermercados, lojas...
O importante é que a criança tenha a noção do valor que pagamos pelos produtos e serviços.
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Educação das crianças: Filhos aprendem comprando
Educação das crianças: Filhos aprendem comprando
Idas ao shopping podem ser oportunidade para pais ensinarem às crianças a lidar com dinheiro.
Quando Victor Miranda de Fillipo, de 6 anos, chega à loja de brinquedos, seus olhos brilham. Pode parecer loucura levar uma criança às compras de Natal. Mas também pode ser uma ótima oportunidade para os pais ensinarem algumas lições de educação financeira aos filhos. Foi o que fez a decoradora Juliana Zuppo de Miranda. “Ele já sabe o que é barato e o que é caro.
Agora, ensino a ter limite. Falo o quanto pode ser gasto e o presente não pode ultrapassar o valor”, explica a mãe. O problema, diz ela, é que, como Victor acredita no Papai Noel, pede o presente mais caro para ele.
“Essa é a chance de mostrar aos filhos a diferença de preço e qualidade entre os produtos. Mostrar a razão de determinada escolha. Sempre lembrar que a ênfase deve ser dada a compras racionais, nunca emocionais”, orienta a educadora financeira Lilian Gallagher. Outra possibilidade, segundo a especialista, é dar algum dinheiro para que o filho compre algo que realmente precise. “Nada de gastar com besteiras e supérfluos”, afirma. Victor sabe bem o que é isso e já aprendeu a negociar. “Minha mesada é pouca. Eu tenho que juntar para conseguir comprar alguma coisa”, diz o menino. Ele ganha, na verdade, uma semanada de R$ 5.
Para o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, os benefícios da mesada são inegáveis. “Além de desenvolver o senso de responsabilidade, a administração de uma mesada ensina o quanto pode ser difícil fazer o dinheiro render quando não se tem controle sobre os próprios impulsos de consumo”, diz. Muitas crianças e adolescentes, segundo ele, gastam além da conta e passam a recorrer sistematicamente aos pais para conseguir mais dinheiro. E, se os pais cedem a esses pedidos, o filho cria a ilusão de que pode gastar sem limites. Para calcular o valor da semanada, cada ano de vida equivale a R$ 1.
O dinheiro da mesada de Célia Moreira Lopez, de 9, vai todo para o banco e os presentes só chegam em datas comemorativas. “Eu tenho poupança e o meu dinheiro rende. Então prefiro colocar lá do que gastar com o que não preciso. Ganho R$ 40 todo mês”, diz a menina. A mãe, Ana Maria Lopez, ensina ainda que todo fim de ano é hora de juntar os brinquedos que não são mais usados para doação. Para ela, o que mais atrapalha a educação financeira dos filhos são as propagandas na televisão.
Um ponto muito importante é explicar para o filho, por meio de conversas, jogos ou brincadeiras, que nem tudo que se vê nas lojas ou assiste na TV é para ser comprado, alerta Domingos. “É importante estimular a reflexão sobre o que ele deseja e o que precisa comprar. A diferença é grande. As compras de Natal também podem ser oportunidade para reforçar a ideia de que existem datas especiais (Natal, Dia das Crianças e aniversário) para ganhar presentes, evitando que a criança queira tudo o tempo todo”, detalha. Não é tarefa fácil, na opinião de Fabiana Lopes, de 36, mãe de Paula, de 5, Mateus, de 1 e meio, e Lara, de 8 meses. “Eles querem tudo que veem na televisão”, diz.
A autora do livro Nascidos para comprar, Juliet B. Schor, demostrou por meio de pesquisas realizadas nos Estados Unidos que a exposição excessiva a valores materiais está arruinando o bem-estar das crianças norte-americanas. Elas podem reconhecer logomarcas aos 18 meses e, antes do segundo aniversário, estão pedindo coisas pelo nome das marcas. Aos 3 anos, as crianças acreditam que as grifes podem mostrar suas qualidades pessoais, como ser legal, esperta ou forte.
Antes mesmo de iniciar a vida escolar, 25% delas já têm televisão no quarto e podem se lembrar de 200 marcas. Os estudos mostram ainda que crianças de 10 anos têm em média 300 a 400 marcas e logomarcas na memória. As crianças assistem a 40 mil comerciais na televisão por ano e pedem 3 mil produtos e serviços nesse mesmo período. Para os especialistas brasileiros, o que ocorre aqui não é tão diferente.
A vontade em ter um brinquedo ou qualquer outro produto pode resultar até mesmo em pirraça. Nesse momento, Gallagher adverte: é importante conversar, e não ceder. Se a criança insistir, é hora de acabar o “passeio” e voltar para casa. “Se for a primeira vez, ela entenderá rapidamente que essa técnica de nada servirá. Se isso, entretanto, já for frequente, o problema não se resolverá imediatamente, pois algo no passado já demonstrou que isso dará resultado”, completa Domingos.
Fuja dos gastos
Para crianças mais conscientes financeiramente, pais devem evitar:
Dar mais do que os filhos necessitam. Antes de comprar é preciso deixar o emocional de lado e usar o racional para tomar a decisão do que levar para casa.
Compensar a ausência no dia a dia com presentes.
Não falar com naturalidade sobre dinheiro na família.
Demonstrar que não confia na capacidade do filho de administrar seu próprio dinheiro.
Colocar os filhos numa escola muito acima de sua capacidade financeira, o que pode gerar traumas. Conversar com a criança sobre padrões de vida pode ser um caminho para que ela tenha menor impacto junto aos amiguinhos. Dar dinheiro de forma descontrolada para as crianças. É importante que se acompanhe tudo o que os filhos recebem e como eles estão gastando o dinheiro.
De nada vai adiantar o pai tentar educar o filho financeiramente se ele mesmo não é educado. Se a criança não tiver o exemplo de como lidar com o dinheiro corretamente, não assimilará a ideia.
Não acompanhar os filhos durante o processo educacional.
Mostrar que o dinheiro é responsável pela felicidade. Nunca permita que o filho assimile o sentimento de felicidade ao consumo.
(Fonte: Educadores financeiros Lilian Gallagher e Reinaldo Domingos(Paola Carvalho))
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Planeje a aposentadoria
Planeje a aposentadoria
É comum as pessoas afirmarem que não guardam dinheiro suficiente para o futuro porque não ganham o suficiente para poupar e que o salário vai todo para pagar contas e o consumo de bens indispensáveis. Em muitos casos, isso é verdade. Mas, na realidade, o brasileiro não tem o hábito de poupar como em outros países e prioriza o consumo.
No Brasil, a maioria não se prepara para a aposentadoria. Na nossa cultura, o profissional aumenta seus gastos, amplia o padrão de consumo e melhora o estilo de vida na mesma proporção em que cresce a remuneração.
Ele muda-se para um apartamento mais luxuoso, troca o carro por um modelo mais novo, passa a viajar para o exterior com mais frequência e habitua-se a restaurantes mais caros. Pouco ou nada vai para a poupança.
Os executivos das melhores organizações contam com planos de previdência privada, mas a regra geral é que cada profissional cuide de seu futuro.
Os profissionais devem levar em conta vários fatores que podem comprometer uma aposentadoria mais tranquila. Nem sempre os planos mantêm a continuidade da cobertura médico-hospitalar e odontológica, cada vez mais necessária à medida que os anos avançam.
O conselho é pensar e planejar a própria cobertura médica pelo menos cinco anos antes da aposentadoria, evitando ficar descoberto ou cair em períodos arriscados de carência na mudança para um novo plano - ou mesmo tornar-se inelegível a uma nova cobertura.
O segundo conselho - e isso é verdadeiramente importante - é que o profissional planeje uma nova carreira, mesmo que venha a receber remuneração menor em relação ao que ganhava quando na ativa. Um novo emprego ou um novo negócio pode completar a aposentadoria, compensando ou pelo menos atenuando a queda de renda.
O dinheiro, porém, não é tudo. O motivo mais essencial para continuar trabalhando tem a ver com felicidade, autoconfiança, autoestima e saúde física, mental e espiritual.
Evite a chamada "síndrome do pijama", em que a rotina do aposentado passa a ser o chinelão, o pijama, o sofá e a televisão. E, certamente, a depressão.
Você pode se dedicar a uma atividade criativa em um negócio próprio, em uma função interessante em alguma empresa.
Pode, também, abraçar uma causa social e trabalhar como voluntário numa ONG. O importante é sentir-se e ser útil e não deixar que sua vida mergulhe no vazio.
Tudo isso, porém, deve ser planejado com antecedência. A aposentadoria não pode ser lembrada apenas quando chegar o dia da saída da empresa.
O ideal é que seja programada com três ou cinco anos de antecedência. Assim, você não sentirá a angústia, a insegurança e as incertezas do day after.
Com planejamento, terá onde ir e o que fazer, poderá ter uma renda complementar e não correrá o risco de contrair despesas médicas sem cobertura.
Negar a aposentadoria é simplesmente adiar o inevitável.
(Fonte: Marcelo Mariaca)
Estamos sempre divulgando a importância de um bom planejamento
para a aposentadoria, pois como diz a última linha desta matéria:
"Negar a aposentadoria é simplesmente adiar o inevitável".
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Meditação pode ser benéfica para a saúde das células, diz estudo
Meditação pode ser benéfica para a saúde das células, diz estudo
A meditação pode trazer benefícios não apenas para a saúde psicológica dos praticantes, mas também pode afetar as pessoas em nível celular, segundo estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em testes com 60 pessoas, os pesquisadores observaram uma associação entre as mudanças psicológicas ocorridas durante a meditação e uma maior atividade de uma enzima importante para a saúde celular, chamada telomerase.
De acordo com os especialistas, essa enzima age sobre os telômeros - sequências de DNA no final dos cromossomos, que encurtam a cada vez que uma célula se divide. Quando essas estruturas se reduzem demais, a célula não se divide adequadamente e morre - processo associado ao envelhecimento humano. E o papel da telomerase é justamente reduzir esse processo, ajudando a reconstruir e a aumentar os telômeros.
Publicados na revista científica Psychoneuroendocrinology, os resultados indicaram que aqueles que participaram de um retiro de três meses - quando meditavam 6h por dia - apresentaram maiores benefícios em vários aspectos psicológicos, além de maiores níveis de telomerase. De acordo com os autores, a meditação foi associada à redução do estresse e do neuroticismo - o que estaria ligado à maior longevidade das células de defesa do organismo.
“A mensagem desse trabalho não é que a meditação aumenta diretamente a atividade da telomerase e, então, a saúde e a longevidade das pessoas”, escreveu o pesquisador Clifford Saron. “Ao contrário, a meditação pode melhorar o bem estar e, por sua vez, essas mudanças estão relacionadas à atividade da telomerase em células imunológicas, que tem o potencial de promover a longevidade dessas células. As atividades que aumentam o senso de bem estar de uma pessoa podem ter um profundo efeito sobre a maioria dos aspectos fundamentais de sua fisiologia”, explicou o especialista.
(Fonte: Psychoneuroendocrinology – Boa Saúde – Uol)
Se você quer melhorar o seu bem estar, e além disso, promover a longevidade de células imunológicas, a meditação segundo estudo, é uma ótima atividade.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Brasileiro não tem hábito de poupar
Brasileiro não tem hábito de poupar
A renda insuficiente e o acesso fácil ao crédito fazem com que o brasileiro não tenha o hábito de poupar para os chamados gastos emergenciais, aqueles que aparecem de repente, como o conserto de um automóvel ou um problema de saúde, segundo informa a analista e professora de Psicologia Econômica da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Vera Rita de Mello Ferreira.
"Com o crédito fácil, as pessoas acabam recorrendo ao limite do cheque especial, do cartão de crédito, quando acontece alguma coisa", analisa.
Além disso, explica ela, no geral, a pessoas entendem que poupança é algo para comprar bens de grande valor e não para as despesas emergenciais ou mesmo aqueles gastos habituais de início do ano.
Outros países
De acordo com uma pesquisa realizada pela TNS, os brasileiros não estão sozinhos, quando o assunto é a falta de hábito em guardar dinheiro para gastos emergenciais. O estudo revela que metade dos consumidores de países desenvolvidos, especialmente os do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Alemanha, não teriam recursos para enfrentar uma despesa financeira não planejada.
Caso necessitassem, 46% dos norte-americanos não conseguiriam obter, em um mês, US$ 2 mil, considerando recursos da poupança, de empréstimos bancários ou de empréstimos com amigos e familiares. O percentual sobe para 47% entre os alemães e 49% no Reino Unido. No México, 58% dos entrevistados afirmaram que seria impossível conseguir este valor.
Por outro lado, os moradores de Luxemburgo (90%), Itália, Holanda e Canadá, com 70% cada, mostraram-se extremamente confiantes de que resistiriam a uma emergência financeira.
Onde angariar fundos?
No que diz respeito onde os consumidores buscariam recursos para emergências, a pesquisa apontou que a poupança seria a principal modalidade para 50% dos alemães, britânicos, canadenses e portugueses, 86% dos moradores de Luxemburgo e 89% dos holandeses.
Redes de relacionamento informais são a preferência de mexicanos (53%) e argentinos (42%), sendo que as mulheres são as mais propensas a pedir ajuda à família ou aos amigos do que os homens.
Quanto ao cartão de crédito, recurso comum, segundo Vera Rita, para os consumidores brasileiros, as famílias de outros países não esperam utilizá-lo para emergências, diz o estudo da TNS. Menos de 20% dos entrevistados de todos os países recorreriam ao plástico como forma de auxílio.
Dentre os que mais utilizariam o plástico, estão entrevistados de países como Canadá (28%), Luxemburgo (27%) e Estados Unidos (20%).
(Fonte:Gladys Ferraz Magalhães)
E você? Tem o hábito de poupar ou está entre os brasileiros citados na matéria?
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Até breve!
O Sono dos Bebês - Algumas Dicas
O Sono dos Bebês - Algumas Dicas
O sono está em nossa vida, em grande parte, contribuindo para a aprendizagem. É importante uma boa qualidade de sono, portanto, e para isso a mãe também deve estar bem descansada, para que a vinda de um novo ser, seja motivo de alegria e não de sustos.
Mãe e bebê merecem ter um bom sono, não apenas a criança. O ritmo de sono-vigília de um bebê pode transtornar, a princípio, o ritmo materno, portanto ela deve tirar sonecas enquanto o bebê dorme, na medida do possível, para estar bem disposta quando ele estiver acordado. A insônia ou o ritmo alterado de sono causa grande tensão e isso pode se refletir no bebê e no ambiente doméstico. Assim, mães muito ansiosas que tiram o bebê do berço 'porque está na hora de mamar' devem rever seus procedimentos e deixar que as coisas fluam no ritmo mais natural possível.
Excesso de zelo pode trazer excesso de cobertas, durante o frio, o que é altamente desaconselhado pelos médicos.
Deixar o bebê de lado pelo medo de ele vir a vomitar também não é o ideal. É importante a prevenção do vômito, fazendo com que o bebê arrote bem antes de ser colocado na cama. Fazer o bebê arrotar entre e após as mamadas ajuda a evitar o refluxo gastroesofágico e, assim, ter um sono melhor.
Pessoas com estado alterado de consciência, seja por drogas, bebidas, estados depressivos, não devem ser permitidas fazer visitas sozinhas ao bebê no berço e muito menos cuidar dele por longo período, sem que outro adulto acompanhe.
Como a posição de costas é fundamental, hoje, para a sobrevivência dos bebês, é aconselhável que campanhas sejam feitas e, em nível individual, que as mães informem suas filhas sobre estes cuidados, com seus novos bebês.
(Fonte: Uol – Saúde)
Comente sobre esta matéria logo abaixo;
QUE VOCÊ TENHA UMA ÓTIMA QUARTA-FEIRA!
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Sobrepeso e obesidade são reflexos de hábitos alimentares aprendidos em casa
Sobrepeso e obesidade são reflexos de hábitos alimentares aprendidos em casa
Entender os fatores que influenciam a tendência para desenvolver o sobrepeso e a obesidade é alvo de diversas pesquisas no mundo todo. Um novo estudo feito por John Spence, da Universidade de Alberta, no Canadá, aponta que esses fatores devem ser acompanhados já na infância.
A equipe do pesquisador elegeu 1.730 crianças para o estudo – meninos e meninas em quantidades similares – e acompanhou esse grupo nos primeiros anos da idade escolar. Crianças e pais foram entrevistados sobre diversos assuntos, incluindo hábitos alimentares, como preferências por certos alimentos e condições de saúde.
Os resultados da pesquisa, que durou dois anos, também focou nas respostas emocionais quanto à comida – como alimentação excessiva ligada a estresse, satisfação com a alimentação, sensibilidade à saciedade, ritmo na hora de comer – se comiam muito rápido ou devagar – e nível de atividade após uma refeição.
“Não é surpreendente que os resultados apontaram que crianças que descontam suas frustrações comendo excessivamente quando nervosas ou entediadas, têm uma maior tendência a desenvolver o sobrepeso em contraste com aquelas que comiam mais devagar ou que não ficavam muito atentas ao horário das refeições (um comportamento de evitação). Mas a questão é: o que faz essas crianças criarem esse tipo de resposta aos alimentos?”, pontua Spence.
“Nosso modelo sugere que o comportamento copiado ou reforçado pelos pais – como ganhar um doce por uma boa ação – induz as crianças a certas relações emocionais com a comida. Da mesma forma, a evitação alimentar também é algo que vem do ambiente familiar”, continua.
É preciso identificar como esses ambientes e relações influenciam os hábitos alimentares das crianças, dizem os pesquisadores. Fatores como promoção – ou a falta – de atividades físicas, interação com alimentos de forma a compensar ou punir certos comportamentos, e outros hábitos familiares podem se refletir no desenvolvimento da obesidade.
“Será que há algo que possamos fazer para educar os pais?”, questiona Spence. “Se identificarmos e entendermos essas relações é possível criar programas de intervenção bastante efetivos.”
Os pesquisadores agora tentam ampliar o público observado e adicionar mais variáveis para serem observadas, além de tentar entender as interações entre os dados analisados. “Nas crianças que têm uma relação positiva com a comida – o que leva a um aumento do consumo alimentar – também observamos se há uma preferência pelas comidas ‘que são ruins para a saúde’ e qual o motivo dessas escolhas”, finaliza.
(Fonte: Uol – Saúde)
Como você cuida e "administra" a alimentação de seus filhos?
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Para ser um bom investidor, é preciso ser um bom poupador
Para ser um bom investidor, é preciso ser um bom poupador
O primeiro passo para ser um bom investidor em ações é antes de tudo ser um bom poupador. A afirmação é do escritor Rodrigo Puga, autor do livro Formação de Investidores.
"Muita gente diz que quer investir, mas nem consegue poupar. Antes de pensar em alocar dinheiro em ações é preciso gastar menos do que se ganha. Quando me perguntam qual é o primeiro passo para ser um bom investidor, sempre respondo: ser um bom poupador".
Puga explica também que, além de gastar menos do que se ganha, é preciso ter o cuidado de não investir dinheiro que já está comprometido. "Às vezes a pessoa consegue guardar R$ 1.500 por mês. Mas ela tá juntando esse dinheiro porque precisa pagar uma prestação grande do apartamento que está comprando. Esse dinheiro não deve, de forma alguma, ser alocado em ações, porque se a economia enfrentar mais uma crise, a pessoa corre o risco de perder o apartamento por não conseguir pagar no momento certo", explica.
Curto e longo prazo
O escritor afirma também que é possível sim investir em ações caso seu objetivo seja de curto prazo.
"Vamos imaginar que você quer fazer uma viagem dentro de um ano. Dá sim para você conseguir um bom rendimento neste período. Mas é importante ressaltar que, investimentos de curto prazo em ações devem acontecer quando você tem um objetivo e quer concretizá-lo com aquele dinheiro. Mas de forma alguma, como já disse antes, recomendo colocar um dinheiro que já está comprometido na Bolsa. No caso da viagem, se algo der errado, você simplesmente deixa de viajar, mas não perde sua casa própria".
Para isso, Puga afirma que é preciso que o investidor se utilize do ferramental correto. "Muitos investidores se baseiam em análise técnica e fundamentalista para decidir onde alocar seu dinheiro. Quem quer bons rendimentos em um curto espaço de tempo precisa utilizar a análise técnica, que indica os bons pontos de entrada e saída do papel. A análise fundamentalista também indica quais empresas são boas, mas por estudar a empresa, ela aponta companhias que renderão bons dividendos no futuro".
Outra dica que o escritor dá para os investidores novatos é analisar de forma criteriosa os custos de operação cobrados pela corretora que você escolher para realizar suas ordens. "Obviamente não estou falando que a melhor corretora é a mais barata. A melhor é a que oferece melhor custo benefício. Se uma cobra R$ 50, mas não te oferece uma boa equipe de análise técnica, com bons relatórios, e uma outra cobra R$ 150, mas oferece tudo isso, obviamente a segunda é melhor para você. Como iniciante você terá que contar com a ajuda desses analistas, e contratar esse serviço independentemente custa mais de R$ 300".
E faz um alerta: "Mas cuidado para não jogar dinheiro fora. Não contrate serviços mais sofisticados do que os que você vai realmente usar. Todo dinheiro gasto inutilmente poderia ter sido poupado e investido".
(Fonte: Tabata Pitol Peres)
Você consegue poupar? Se a resposta for sim, você
já está a um passo para ser um bom investidor, seguindo
as dicas citadas na matéria.
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