quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Chocolate pode curar tosse persistente, segundo cientistas

Cientistas encontraram uma solução para quem sofre de tosse persistente: chocolate. Eles isolaram uma substância que ocorre naturalmente no cacau, que dificulta a ação da condição irritante desde a raiz. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph". De acordo com um levantamento recente, cerca de 7,5 milhões de pessoas do Reino Unido sofrem de tosse persistente a cada ano, definida como aquela que dura mais de duas semanas, mesmo depois que a causa desaparece. No momento, a maioria dos medicamentos para controlar os sintomas são à base de opiáceos, como xaropes que contêm codeína, um narcótico. No entanto, a agência que controla produtos de saúde e medicamentos no Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) disse em outubro que menores de 18 anos não devem tomar essa medicação, pois as desvantagens superavam os benefícios. Agora, uma empresa britânica de remédios está ajudando a desenvolver um à base de uma droga chamada teobromina, que "inibe a queima inadequada do nervo vago, uma característica fundamental da tosse persistente". "É encontrado em quantidades significativas em produtos à base de cacau", disse a empresa. Segundo o professor Alyn Morice, da clínica Hull Cough, "devido aos inconvenientes das drogas opioides, como a codeína, estamos em busca de um tratamento não opioide, que resulte em menos efeitos colaterais para os pacientes". Morice disse que, enquanto é "teoricamente possível" obter teobromina suficiente em uma barra de chocolate para aliviar a tosse, mais estudos ainda devem ser feitos para revelar a dose exata necessária. (Fonte: Equilíbrio e Saúde – Folha.com) Um chocolatinho para aliviar a tosse não seria nada mal, mas sempre com moderação, afinal, ainda não foi comprovada a dose necessária do consumo. Comente! /*--*/

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dívidas no cartão: Acordo pode ser a melhor saída

Ficar endividado é cada vez mais comum entre os brasileiros. Quitar os débitos, porém, não é tão simples assim. Principalmente quando a dívida tem juros em torno dos 10,69% ao mês. Essa é a taxa média de juros do cartão de crédito e, de acordo com o último balanço da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), é a maior desde junho de 2000. Com isso, entrar no crédito rotativo é um perigo para qualquer bolso, principalmente para aqueles com orçamento mais apertado. E, mesmo com taxas elevadas, os consumidores continuam a utilizar a moeda de plástico, tanto pela possibilidade de efetuar compras de maior valor como pela facilidade. “Embora as emissões de cartões tenham diminuído, a concessão de limites maiores e a prática disseminada de promoções do tipo '12 vezes sem juros' levou os consumidores a comprar mais”, afirmou, por meio de nota, o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin. “Uma hora a conta não fecha e o consumidor entra na armadilha do crédito rotativo”, reforça Tardin. Para não entrar nessa, evitar compras desnecessárias é o primeiro passo. Tentar pagar a fatura integralmente também ajuda. Mas, se ter dívidas na moeda de plástico for inevitável, o Ibedec dá dicas de como se livrar delas. Negociação é a melhor saída Para quem está sempre no vermelho com o cartão de crédito, o acordo com administradora do cartão é a melhor saída. Com o acordo, cancele ou suspenda o cartão, a fim de reduzir a dívida e parcelar o pagamento do valor total do débito. Outra solução é tomar empréstimo do tipo CDC (Crédito Direto ao Consumidor), oferecido pelos bancos aos correntistas. Essa modalidade costuma ter juros mais baixos. Segundo os últimos dados da Anefac, a taxa média em junho era de 2,48% ao mês. Se você tentar um acordo e não conseguir, Tardin recomenda entrar na Justiça. “Em uma ação judicial, pode-se questionar os juros cobrados, a capitalização de juros e a cobrança de multas indevidas”, afirmou, por meio de nota. O presidente do órgão de defesa do consumidor lembra que os juros não podem ultrapassar a média do mercado estabelecida pelo Banco Central. Com relação a capitalização dos juros, ela é vedada pelo STF (Superior Tribunal Federal) e as multas não podem ultrapassar os 2%, conforme estabelecido pelo Código de Defesa do Consumidor. O instituto lembra que, em casos judiciais, o consumidor deve oferecer um valor para depositar em juízo mensalmente, se quiser tirar seu nome da lista do SPC e da Serasa. Contudo, esse valor deve ser fixado no máximo em 30% da renda do inadimplente. (Fonte: Camila F. de Mendonça) É.. é preciso tomar cuidado antes de ir às compras, pois promoções do tipo '12 vezes sem juros' é o que não falta hoje em dia, já o dinheiro... Comente, QUE VOCÊ TENHA UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA!

Efeitos das noites maldormidas

Que uma noite maldormida nos deixa com pouca atenção e cansados no dia seguinte, todo mundo sabe. Imagine então quando a situação se estende por duas, três ou várias noites seguidas. Um mês com dificuldades para pegar no sono e dormir pouco já configura insônia crônica, problema que atinge 30% da população mundial. E, a propósito, o tempo médio de sono vem diminuindo em todo o mundo. No início do século 20, a média era de nove horas. Atualmente, fica em sete horas. Dificuldade para emagrecer, prejuízos para a memória e comprometimento no crescimento são alguns dos efeitos da insônia. Há ações preventivas que podem ser adotadas, mas quando elas não funcionam é necessário buscar ajuda. O primeiro passo para recuperar o sono é fazer uma análise do que pode estar atrapalhando. Alguns inimigos comuns de uma boa noite de sono são conhecidos: assistir à televisão ou ficar no computador até tarde, praticar exercícios físicos durante a noite, deixar o quarto com uma temperatura muito elevada ou muito baixa, ingerir de alimentos e bebidas estimulantes depois das 18 horas (café, chocolate e refrigerantes com cafeína) e dormir em horários muito distintos durante a semana. “O quarto não deve ser vinculado com outras atividades. É para dormir e relaxar”, ressalta a neurologista Patrícia Coral. Compensar noites maldormidas não é indicado, diz a também neurologista Luciana Palombini. “Só vai contribuir para desregular mais o sono.” Depois, é necessário incorporar medidas de “higiene do sono”, evitando todos os maus hábitos citados. Terapia cognitivo-comportamental é um tratamento eficaz, caso o problema seja ansiedade. Outras técnicas de relaxamento, que envolvem respiração, ajudam. Quando a insônia não tem causa aparente, são utilizados medicamentos, desde indutores do sono até antidepressivos. Porém devem ser evitados. Os benzodiazepínicos (ansiolíticos, utilizados como sedativos) têm um risco elevado de dependência. “O acompanhamento médico deve ser minucioso, e o paciente não pode utilizar por tempo prolongado”, orienta a neurologista Márcia Assis. Patrícia Coral lembra que esses remédios geram tolerância e, com o tempo, só um comprimido não traz mais resultado. “Por isso deve se evitar a cultura de que é preciso tomar remédio faixa preta para dormir.” Luciano Ribeiro, da Academia Brasileira de Neurologia, lembra que insônia não significa privação de sono. “Noites de insônia situacionais, por causa de um problema mais sério e que se resolve depois, não devem gerar preocupação. Se persistir por mais de 30 dias, é necessária avaliação médica.” (Fonte: Gazeta do Povo) E você, tem dificuldades para dormir? ou quando vê a cama já está "pescando"? Comente logo abaixo, até breve...muito breve! /*--*/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Seis razões para alugar em vez de comprar um imóvel

Na semana passada o coração falou mais alto do que a razão nos argumentos de Maria, que tenta convencer José de que é melhor comprar do que alugar. Agora chegou a vez de José demonstrar à Maria que alugar um imóvel não é tão ruim quanto ela pensa. USE A CALCULADORA Maria planeja utilizar a poupança de R$ 100 mil para dar de entrada na compra de uma casa de R$ 200 mil. O capital que falta virá de um financiamento de R$ 100 mil que consumirá cerca de R$ 1.030 da renda familiar. José, com a calculadora em mãos, demonstra que o financiamento de R$ 100 mil terá custado, ao final de 30 anos, R$ 300 mil. José faz as contas e explica que eles vão deixar de receber R$ 600 por mês de juros da poupança, além de assumir a prestação mensal de R$ 1.030. Impacto de R$ 1.630 por mês no orçamento deles. Atualmente, eles moram em casa alugada por R$ 950 por mês, avaliada em R$ 200 mil. José planeja continuar morando de aluguel e investir a diferença de R$ 680 (R$ 1.630 - R$ 950) na poupança. Com taxa de juro real líquida de 0,5% ao mês, em 30 anos eles terão ativos financeiros de R$ 683 mil que continuarão a gerar renda. E durante 30 anos não terão o peso da dívida, porque morarão de aluguel. A boa notícia de José é, entretanto, a má notícia de Maria. MORO ONDE QUISER A profissão de Pedro, irmão de Maria, requer que ele se locomova com frequência. Já foi transferido de região, em uma mesma cidade, algumas vezes. Já morou em quatro cidades e sabe que pode ser transferido novamente. Muito complicado, e caro, devido aos custos contratuais, comprar um imóvel em cada cidade por onde a família passou. Morar de aluguel tem sido uma decisão sábia tomada por eles. Pedro e a mulher se preocupam com a educação das crianças, que estão sempre mudando de escola, e com o sonho adiado de serem donos de uma casa. CASA SEMPRE NOVA José não pretende ficar a vida inteira no mesmo lugar. Argumenta com Maria que quem mora em imóvel alugado pode morar sempre em uma casa novinha, moderna, localizada onde for conveniente para a família, em função de escola e trabalho. O contrato de aluguel deles vence daqui a um ano e meio e José já está de olho em um novo apartamento, maior, com varanda e piscina para as crianças curtirem. Até lá, já não será tão novo assim, e o valor do aluguel deve cair, pensou. Maria fica arrepiada só de pensar em uma nova mudança. DESVALORIZAÇÃO O irmão de José está muito preocupado porque a prefeitura deve construir um viaduto perto da casa onde ele mora. Problema à vista! O imóvel deve se desvalorizar e ele não terá outra opção a não ser vender o imóvel para a prefeitura, que está desapropriando a região. Maria concorda com José que, se o irmão dele fosse inquilino, e não proprietário, mudaria para outro imóvel, deixando o problema para o dono resolver. MANUTENÇÃO As despesas de manutenção da casa própria são eternas. O dono nunca se livra da necessidade de consertar, reformar, decorar e ampliar. Maria concorda com o argumento de José que o aluguel é uma maneira tranquila de se libertar desse problema e de suas despesas decorrentes. Cabe ao proprietário do imóvel -e não ao inquilino- custear as despesas de manutenção do imóvel. ATIVO QUE GERA RENDA A casa própria é um ativo que só gera despesa, para o resto da vida, diz José. Os ativos que ajudam a construir riqueza são aqueles que geram renda, como os ativos financeiros. Nosso desafio é construir um patrimônio que financie nossa velhice para que possamos parar de trabalhar e curtir a vida. Se todo o nosso patrimônio for a casa própria e os carros, ambos quitados, teremos ativos que tiram dinheiro do nosso bolso. Maria não gosta muito da teoria, mas é obrigada a concordar que faz sentido. Arriscou dizer que eles podem trocar um imóvel grande por dois menores: um para morar e outro para alugar. Não é que Maria aprendeu a lição! DICAS QUE VALEM DINHEIRO 1 - Alugar um imóvel e manter o dinheiro investido requer disciplina de quem faz essa opção. Embora disponível, o dinheiro não pode ser gasto e deve ser mantido em ativos de baixo risco, com perfil de geração de renda. 2 - Alugar um imóvel antes de comprar é uma boa estratégia para testar se o bairro e o imóvel em si são, de fato, a melhor escolha. 3 - O valor do aluguel varia de cidade para cidade. Em grandes cidades como São Paulo, é possível alugar pagando mensalmente 0,4% do valor do imóvel. 4 - O mercado está aquecido e os preços, em algumas regiões, bastante elevados. A oferta de novos imóveis deve continuar e é possível que os preços caiam. 5 - Alugar pode ser uma boa estratégia na fase de recém-casados. Adiem os planos de compra para quando a família crescer. E não esqueçam de poupar, porque as despesas aumentarão. (Fonte: Marcia Dessen - Folhapress) E você, prefere alugar ou comprar um imóvel? Comente, até breve...muito breve! /*--*/

Obesidade crônica

É oportuno que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pretenda entregar à presidente eleita, Dilma Rousseff, um plano de combate à obesidade. O país tem colhido alguns sucessos na redução de mortes por doenças crônicas. De acordo com os números apresentados nos últimos dias, entre 1996 e 2007 registrou-se uma diminuição de 17% nessa categoria de óbitos, que inclui males cardiovasculares, respiratórios e cânceres. Grande parte do êxito, vale mencioná-lo, se deve ao impressionante decréscimo no percentual de fumantes, que, nos últimos 20 anos, caiu de 35% para 16% da população adulta. A notável exceção no grupo é o diabetes tipo 2, doença visceralmente associada à obesidade. Houve um incremento de 10% ao longo da última década. Para tornar a situação ainda mais difícil, a medicina vai se tornando cada vez mais cética em relação ao controle da obesidade. Pesquisas mostram que emagrecer é relativamente fácil, mas a maioria dos pacientes que se submetem a um tratamento para perder peso o recupera -muitas vezes com juros- em até um ano após o relaxamento do regime. A principal dificuldade parece ter origem na evolução, cuja memória reside na estrutura genética que herdamos de nossos ancestrais. Devido às adversidades enfrentadas pela humanidade na maior parte de sua história, sobreviviam melhor e geravam prole maior os indivíduos com genes mais propícios para armazenar energia na forma de gordura. As condições de vida mudaram radicalmente nos últimos séculos, mas o organismo, não. Ele está programado para poupar o máximo possível de energia, e isso num contexto de farta oferta de calorias e num ritmo de vida em que as gastamos cada vez menos. O caminho para remediar a situação está em ações educativas que estimulem a atividade física, alertem para os riscos da obesidade e difundam noções de alimentação saudável -ainda que seja difícil evitar os imperativos de uma predisposição biológica. (Fonte: Folha de S.Paulo) Comente esta matéria logo abaixo, aguardamos o seu comentário! QUE VOCÊ TENHA UM ÓTIMO ANO! /*--*/

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Propósitos devem ser estabelecidos e revistos ao longo da vida

Em nossa cultura, e também nos processos da educação formal ou familiar, não é comum o hábito de desenvolver estímulos para que uma pessoa estabeleça propósitos para sua vida. As poucas perguntas que são feitas às crianças e adolescentes sobre o que desejam ser no futuro tendem a desaparecer tão logo elas cresçam. Possivelmente este seja um dos motivos pelos quais os indivíduos não tenham o hábito de refletir e montar planos de ação. Entretanto, isso não é útil apenas para os inevitáveis momentos de transição ou crises da vida. Uma conduta dessa natureza pode se contrapor ao que é valorizado no samba interpretado pelo Zeca Pagodinho, que enaltece o "jeitinho" do tipo, "deixa a vida me levar". Para um número significativo de pessoas, apenas a carreira ou as opções profissionais se tornam parte de algo que a própria família vai tentar influir ou até nortear. Essa escolha será seguida por estímulos - ou limitações - que o mundo da educação formal se encarrega de estruturar e oferecer. Podem pesar, adicionalmente, a influência de algum professor ou os estímulos dos meios de comunicação, que a cada dia dão mais destaque para algumas profissões ou carreiras com maiores possibilidades de sucesso financeiro ou com alta visibilidade social. No que se refere a estabelecer planos, ou propósitos, para os papéis que desempenhamos na vida pessoal, o processo de reflexão é ainda muito mais pobre. Não se criam instrumentos ou provocações para que cada um de nós pense sobre o que deseja ser na qualidade de cidadão. Especialmente ao considerar que é indispensável nos preparar para um mundo a cada dia mais complexo, exigente e desafiador. Essa lacuna ocorre também em outros papéis que cada um de nós irá viver como cônjuges, pais, filhos, avós, amigos etc. Ou ainda nas inúmeras dimensões que a vida nos coloca, tais como a espiritual, física ou material. E porque não refletir também sobre as diferentes etapas da própria vida? Elas podem ser dividas tanto cronologicamente, considerando as diferentes idades, como pelas transformações que ocorrem com nossa mente e corpo. Nos dias atuais, vale também considerar os desafios provocados pelo aumento da longevidade, bem como a crescente necessidade de nos reinventarmos frente às novas oportunidades e riscos. O mais grave é que para muitas pessoas este não é considerado um compromisso com o qual devam se preocupar. Estabelecer propósitos para a vida, de maneira geral, ficou muito marcado pelas expectativas que os pais criaram na fase inicial da educação ou do próprio ambiente familiar. Segundo o psicólogo alemão Günter Reich, "para encontrar uma identidade própria, toda pessoa precisa frustrar certas expectativas da sua família e aprender a distinguir as tarefas que lhe foram impostas daqueles movimentos oriundos de uma vontade própria." Essas observações se tornam mais atuais quando verificamos a quantidade de filhos que permanecem - ou se acomodam - por longo tempo no conforto da casa dos pais sob a alegação de que estão economizando para ter um início de vida adulta mais seguro. Dessa maneira, asseguram a manutenção das conquistas materiais proporcionadas pela estrutura familiar de origem. É da maior importância que tanto os pais, como também as instituições de ensino e os meios de comunicação, estimulem as futuras gerações a fixarem propósitos para sua vida, mas não apenas naquilo que desejam conseguir no mundo do consumo e da ostentação. É preciso ampliar o olhar para propósitos de uma qualidade de vida mais ampla e que possam ter sentido em todas as suas etapas. (Fonte: Renato Bernhoeft - Valor Online)

Comer demais faz mal. Aprenda a evitar os exageros na alimentação

O feijão com arroz é um dos pratos prediletos do brasileiro. Mas nem sempre é a melhor opção, principalmente depois dos 50. Com o passar do tempo, a alimentação deve ser cada vez mais equilibrada, embora muita gente passe da conta na hora de se alimentar. Alimentos que forneçam energia, que ajudem na manutenção e mantenham o funcionamento do corpo devem estar presentes à mesa com regularidade. Vive mais quem se exercita mais, cuida da mente e, claro, se alimenta de forma correta e come apenas o que é necessário. Segundo a nutricionista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Nara Horst, depois dos 50 anos, quanto mais variada for a alimentação, melhor, mas sem exageros. “Se o indivíduo não apresenta nenhuma comorbidade (hipertensão, diabetes, colesterol alto) recomenda-se uma dieta bem variada. E o mais importante é ressaltar que a alimentação seja bem dividida, em torno de cinco a seis refeições por dia, já que, nessa fase, o processo de digestão se torna mais lento”, explica ela. O cardápio ideal na maturidade não é muito diferente do de outras faixas etárias. Porém, alguns grupos de alimentos são obrigatórios nessa fase. É o caso das fibras e líquidos, do cálcio, ferro, vitaminas e minerais. “Embora poucos saibam, a anemia é bastante comum entre os idosos devido à diminuição da produção de células vermelhas nesta fase da vida. E a carne vermelha é uma das principais fontes de ferro. Alguns estudos demonstram também a deficiência de vitamina C, zinco e ácido fólico. Por isso, ingerir frutas cítricas, como o limão, a tangerina e a laranja ajuda a repor essas vitaminas e sais minerais”, aconselha a nutricionista. Montar um prato diversificado e, ao mesmo tempo, saudável, pode parecer simples, mas não é. Segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, a combinação entre alimentos energéticos, construtores e reguladores é sempre a ideal. “Os energéticos são o combustível para o corpo e podem ser encontrado em cereais (arroz, pão, milho), na gordura (azeite, óleo) e no açúcar; já os construtores são responsáveis pela manutenção do corpo, presentes em folhas verde-escuras (rúcula, couve, agrião) e nas carnes vermelhas sem gordura e por fim, os reguladores, que são responsáveis pelo funcionamento do corpo, além de aumentar a resistência às infecções, proteger a pele, a visão e os dentes. E podem ser encontrados nas frutas, verduras, legumes e cereais integrais”, recomenda ela. Embora uma alimentação saudável seja sempre a melhor alternativa, vale ressaltar que nenhum alimento pode prevenir ou causar doenças. Mas quanto mais rica e variada forem as refeições, menores são os riscos à saúde. “É importante deixar claro também que nunca é tarde pra começar a se alimentar adequadamente. Já ouvi várias vezes idosos falando que agora não é hora de mudanças. Que nada, nunca é tarde pra mudanças. E aliado à boa alimentação deve estar a prática de exercícios físicos. De nada adianta uma pessoa se alimentar bem e não ter o hábito de exercitar-se”, adverte Horst. (Fonte: Mais de 50)