quarta-feira, 13 de abril de 2011

Planeje suas despesas e evite novas dívidas

Consultores especializados em finanças pessoais dizem que na maioria dos casos há dois caminhos que levam às dívidas e à inadimplência: gastar mais do que se recebe ou gastar antes de receber.

Mesmo que não esteja inadimplente, o consumidor deve pensar duas vezes antes de assumir novas dívidas. Somadas, as pequenas prestações da televisão nova, da viagem de férias e das últimas compras no shopping podem tornar-se dívidas impagáveis. Não basta cortar as despesas e pagar as dívidas.

É fundamental organizar o orçamento tendo em vista o que é necessidade e o que é supérfluo. Estima-se que mais de 70% de todas as compras que fazemos estão relacionadas a desejos de consumo. É justamente aí que há espaço para organizar as finanças, diz o educador Álvaro Modernell.
(Fonte: IG)

Você planeja suas despesas? De que maneira?

Comente, aguardamos o seu comentário!

QUE VOCÊ TENHA UMA ÓTIMA QUARTA-FEIRA!

Sensibilidade dental: tire todas suas dúvidas!

Por que alimentos doces e gelados incomodam os dentes sensíveis?


A teoria mais aceita para a odontalgia, hiperestesia dentinária ou hipersensibilidade dental é a teoria hidrodinâmica proposta por Brannstrom. Ele demonstrou que estímulos dolorosos, quando aplicados a uma camada do dente chamada dentina (que se encontra sob o esmalte na parte da coroa do dente ou sob o cemento na parte radicular do dente), determinam a movimentação de um fluido. Tal fluido se encontra dentro de pequenos tubos (túbulos dentinários) que compõem a dentina.

Esse fluido está em contato com células chamadas odontoblastos que se encontram na periferia da polpa dentária com seus prolongamentos celulares dentro dos túbulos. A movimentação do fluido e, por conseguinte, dos odontoblastos pode estimular as terminações nervosas que se encontram dentro da polpa do dente, gerando o estímulo doloroso. Por isso, em muitas pessoas, alimentos gelados e/ou doces podem alterar a movimentação do fluido dentro dos túbulos da dentina, gerando uma dor aguda.

A única causa de dentes sensíveis é a retração gengival?

Não. São também causas de dentes sensíveis: traumas dentais, hábitos alimentares ácidos, bruxismo, próteses inadequadas, mau posicionamento dental, movimentações ortodônticas, trincas, restaurações inadequadas, relações de Choquet desfavoráveis (situações de variação anatômica onde há exposição de túbulos dentinários na união esmalte-cemento) e até mesmo sinusites podem levar pacientes a perceberem seus dentes mais sensíveis por determinados períodos.

Após passarem por tratamentos clareadores, algumas pessoas se queixam de dentes sensíveis. Por quê?

É comum a queixa de sensibilidade de alguns pacientes após o clareamento porque o agente clareador se difunde através do dente, onde promove o clareamento. Entretanto o agente também possui componentes que irritam os tecidos pulpares, que por um período podem deixar os dentes com sensibilidade aumentada. Para se evitar ou minimizar tal situação, é necessária uma correta avaliação do profissional para selecionar o melhor tipo de clareamento (de consultório ou “caseiro” supervisionado), com os produtos e posologias mais adequadas em cada caso. Muitas vezes, necessita-se realizar uma terapia preemptiva de dessensibilização para que o processo do clareamento ocorra com a menor sensibilidade possível.

Pastas de dente para dentes sensíveis realmente funcionam? Curam o problema?

As pastas para dentes sensíveis de última geração possuem grande eficácia e realmente funcionam ou atenuam bastante a sensibilidade dentária. Entretanto, falar de cura é um pouco mais difícil, pois, conforme outras patologias, é mister a identificação da causa para que se possa ter uma ação mais específica e, logo, duradoura. Por exemplo, um paciente que possui sensibilidade devido à retração gengival em um determinado dente pode até conseguir controlá-la com tais pastas, todavia, o ideal será a eliminação dessa exposição da raiz através do recobrimento com algum procedimento cirúrgico e/ou restaurador.

Que outros tratamentos existem para dentes sensíveis?

Além do uso de pastas de dentes coadjuvantes para alívio do sintoma de sensibilidade dental, o tratamento passa pelo correto diagnóstico da causa da hiperestesia. Portanto temos como formas terapêuticas desde a troca de restaurações insatisfatórias, ajustes de mordidas, ortodontia, placas de bruxismo, orientação de higienização não traumática, cirurgias gengivais, entre outras. É importante também salientar para a colaboração na eliminação da sensibilidade o uso profissional de agentes dessensibilizantes, como, por exemplo, o LASER, que tem mostrado grande potencial no auxílio do tratamento das sensibilidades dentinárias.

Na internet há pessoas que dizem que, após uma noite de bebedeira, acordam no dia seguinte com os dentes muito sensíveis. Por que isso?

Várias podem ser as causas para a sensibilidade pós-bebedeira e inclusive ela pode ser parte dos sintomas da ressaca.
As mais importantes são:

- A pessoa, chegando mais bêbada, pode negligenciar uma correta higienização oral, que deixa o ambiente bucal mais favorável a desmineralizações de regiões mais susceptíveis, expondo a dentina e levando à dor no dia seguinte.

- Outro importante efeito é que o álcool por si só é irritante aos tecidos bucais, levando novamente a uma susceptibilidade aumentada para exposição dentinária e dor.

- Ainda, o álcool age como depressor do Sistema Nervoso Central, e por relaxar o tônus muscular, pode levar a pessoa a dormir com a boca mais aberta e mesmo a uma respiração bucal. Tal fato gera uma desidratação dos dentes maior que a habitual e esse “ressecamento” no nível do colo do dente, onde pode haver dentina exposta mais facilmente, gera a resposta dolorosa, segundo vimos acima pela teoria proposta por Brannstrom.
(Fonte: Dr. Thales Piantino)

E você, seus dentes ficam sensíveis com quais alimentos?

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Até breve...muito breve! /*--*/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ingerir duas bananas por dia gera energia para 90 minutos de exercício

Por ser uma ótima fonte de energia e saúde, a banana é indicada por médicos na dieta tanto de adultos como de idosos. Por auxiliar na função muscular e dar vigor, a fruta é um dos alimentos favoritos dos atletas, que a consideram um anabolizante natural.

Mas não é só por esses motivos que eles a consomem, a preferência se dá por outra razão, as dolorosas cãibras. Ela é recomendada aos esportistas, pois possui grandes quantidades de potássio.

Segundo o nutrólogo Maximo Asinelli, pesquisas provam que ingerir apenas duas bananas por dia é o suficiente para gerar energia para 90 minutos de exercícios pesados.

“Muitas pessoas costumam eliminá-la de sua dieta por acharem que ela engorda, mas, ao contrário do que pensam, ela possui poucas calorias”, conclui.

Conheça as calorias das espécies de bananas:

- Banana maçã 1 unidade (65g) 72 cal

 - Banana terra 1 unidade (100g) 117 cal

- Banana nanica 1 unidade (90g) 87 cal

- Banana prata 1 unidade (65g) 55 cal

A partir de quantas calorias uma fruta é considerada calórica?

Resposta: Manga 230 cal e abacate 130 cal são consideradas mais calóricas.

(Fonte: Vya Estelar)

Você tem o hábito de consumir banana? Comente,

QUE VOCÊ TENHA UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA!

Páscoa: 10 dicas para não perder o controle das finanças

A Páscoa é uma data comemorativa, e assim como a maioria destas, não faz parte do orçamento mensal das famílias, contribuindo para o desequilíbrio financeiro. Comprar ovos de chocolates para as crianças, bem como ceias e viagens, é uma prática importante e deve ser estimulada e praticada. O problema é não reservar dinheiro para este evento e gastar sem controle, o que acaba levando às dívidas.

Confira abaixo alguns cuidados na hora de ir às compras antes e durante esse período:

1. Uma atividade interessante é comprar o chocolate em barras e produzir os próprios ovos, envolva as crianças nesta aventura;

2. Se não for possível fazer você mesmo, dê preferência por ovos caseiros que atualmente têm grande qualidade e são mais baratos;

3. Por mais que sejamos pressionados a comprar brinquedos, temos que conversar com as crianças que o presente neste período é o próprio ovo;

4. Evite comprar ovos grandes, que são mais caros. O importante é fazer com que a criança curta o momento, converse com ela e evite levá-la às compras, pois além de perder a surpresa, a mesma poderá influenciar na compra de um produto mais caro;

5. Converse com os parentes, avós, tios, madrinhas e irmãos, é importante que evitem o excesso de presentes de chocolate. Além de fazer mal, também contribui para o desperdício; neste caso, o melhor para os parentes é comprar ovos simbólicos;

6. Pesquise na internet por promoções e depois em pelo menos três lugares. Comprar à vista e com desconto é o melhor caminho. Caso tenha que parcelar, atente para o valor das prestações. Se a criança quiser mais ovos é certo que o preço após páscoa é muito mais barato;

7. Neste período é grande o consumo de peixes e bacalhau, mas cuidado com os preços altos. Evite comprar na véspera, opte por outros alimentos, legumes, verduras entre outras opções que contemplam e se adequem a esta data;

8. Viajar no feriado prolongado é interessante somente se tiver o dinheiro, caso contrário ficar em casa e curtir a família é uma ótima opção: evitará gastos que podem levar ao desequilíbrio financeiro;
9. Não tendo dinheiro, pense em alternativas que sejam interessantes para viagens, refeições e chocolate. Evite o crédito fácil, como utilizar o cheque especial e respeite seus limites e dinheiro;

10. Procure refletir sobre o verdadeiro significado da Páscoa, é um momento de união e celebração entre os familiares, não caia nos impulsos capitalistas que atualmente envolvem o momento.

(Fonte: Administradores)

Ótimas dicas para a páscoa que se aproxima! Você já comprou ovos de páscoa?
 
A pesquisa de preços antes da compra é sempre muito válida!
 
Até breve...muito breve! /*--*/
 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

População idosa triplica até 2050

Banco Mundial aponta ganho extra de 2,5% no PIB com mais jovens hoje.


O progressivo envelhecimento da população brasileira e redução na taxa de natalidade devem gerar novos desafios para os gastos públicos com previdência e saúde, aponta um estudo divulgado pelo Banco Mundial em um evento na sede do BNDES, no Rio. A população brasileira com mais de 60 anos deve triplicar até 2050, quando o país contará 65 milhões de idosos para uma população estimada em 217 milhões de pessoas.

Com isso, os gastos previdenciários tendem a subir de 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para cerca 16% do PIB em 2050, caso se repita neste período o crescimento de 3,25% do PIB registrado no país desde 1970. Na saúde, as despesas passariam de 4,3% para 6,1% do PIB.

Por enquanto, o país está vivendo o chamado "bônus demográfico" - fenômeno quando a força de trabalho de um país é um muito maior do que sua população dependente. Essa situação tem o potencial de elevar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de riquezas produzidas no país) em 2,48% ao ano de 2010 a 2045.

- O país pode assim aumentar seu PIB per capita em dois 2,48 ponto percentuais ao ano, entre 2010 e 2045, somente por causa deste bônus - afirmou Michele Gragnolati, principal autor da pesquisa do Banco Mundial, que lembrou, contudo, que isso só será conquistado integralmente com ganho de competitividade do país, principalmente com melhorias na educação.

Mas o Banco Mundial prevê aumento da despesa com previdência e saúde públicas.

- Não adianta dizer que haverá menos crianças e que, com isso, haverá uma substituição dos gastos. Os gastos de saúde com idosos são de sete a oito vezes maiores que as despesas com crianças - afirmou Paulo Tafner, pesquisador do Ipea.

Gastos com infância tem que crescer, diz estudo

Makhtar Diop, diretor do Banco Mundial para o Brasil, lembrou na divulgação do relatório "Envelhecendo em um Brasil Mais Velho", que a boa cobertura previdenciária no Brasil contrasta com o pouco gasto relativo para a infância:

- O Brasil é um ponto fora da curva. Temos que continuar a assistência aos mais velhos mas intensificar a atuação social junto aos mais jovens, sobretudo na área da educação - disse.

Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência, afirmou que há pontos que precisam ser aperfeiçoados, mas disse que, em linhas gerais, o governo acerta em ter uma ampla cobertura previdenciária.

- Mas há pontos que precisam ser aperfeiçoados e que estão sendo estudados pelo governo. No Brasil de hoje não pode haver pessoas que se aposentam aos 50 anos - disse, sem adiantar as linhas das medidas que estão sendo analisadas.

Guilherme Lacerda, presidente da Funcef, disse que a previdência privada precisa ser incentivada no país. Ele também criticou os altos juros.

(Fonte: Henrique Gomes Batista - O Globo)

Câncer cada vez mais precoce

Médicos constatam que têm crescido os casos de tumor de mama em mulheres com menos de 40 anos. Por isso, debatem terapias e métodos de diagnóstico contra o mal, que deve matar ao menos 10 mil este ano no Brasil.


Números do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca) sobre câncer de mama no Brasil para o biênio 2010/2011 revelam que, até o fim deste ano, deverão ter sido assinados nos hospitais brasileiros cerca de 10 mil atestados de óbito de um contingente de cerca de 50 mil pacientes diagnosticadas com câncer de mama: um quinto da população vítima da doença. Como se não bastasse a gravidade desses indicadores, a comunidade médica tem ficado cada vez mais preocupada com a constatação de que o número de casos do mal em mulheres abaixo dos 40 anos vem aumentando significativamente.

No Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o médico Artur Katz comenta o assunto com preocupação, baseado em sua experiência clínica diária. “Tenho visto mulheres de 19 anos, de 30, 35, em quantidade muito maior, e isso não é normal”, afirma. Katz sustenta que, normalmente, cerca de 70% dos casos ocorrem em pessoas acima dos 65 anos, contra 5% a 10% em mulheres abaixo dos 39. Esses percentuais, no entanto, já não são os mesmos, segundo ele: “Não temos ainda uma pesquisa definitiva, apenas estudos pontuais sobre o tema, mas o crescimento é um fato”.

O médico descarta que isso ocorra unicamente porque o sistema de diagnósticos tem sido mais precoce ou eficiente. “Acredito que tem a ver com a história da mulher. Antes, no tempo de nossas avós, elas menstruavam mais tarde, tinham filhos mais cedo e em maior quantidade e amamentavam mais.” Artur Katz credita ainda ao tabagismo e a outros fatores externos a elevação da incidência de casos do câncer de mama em mulheres jovens. No Hospital A.C. Camargo, também na capital paulista e uma das referências em oncologia no país, a radiologista Márcia Aracava acompanha o raciocínio do colega. “Fatores ambientais podem estar provocando esses casos. O que preocupa é que esse tipo de câncer é muito mais agressivo em pessoas jovens.”

O médico Ronaldo Correa, do Inca, pede, contudo, cautela quando se fala em aumento de casos nessa faixa etária. “Só se pode confirmar uma estatística dessas se for baseada em registro de câncer de base populacional (RCBP). O que temos são opiniões sobre o assunto”, pondera, mesmo reconhecendo que há dados concretos apontando nesta direção.

A última pesquisa feita pelo Inca, em parceria com o Hospital do Câncer de São Paulo, é de 2005. Na época, registrou-se um crescimento de 17% dos casos de câncer de mama em mulheres abaixo dos 39 anos, três vezes mais que o esperado. Recentemente, o Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) concluiu pesquisa que endossa a suspeita de Artur Katz: nos últimos três anos, 15% das pacientes têm menos de 45 anos. Foram analisados 2.573 casos.

Guerra celular Quando se fala em câncer, atualmente, sabe-se que as batalhas serão travadas de forma cada vez mais frequente nos campos da genética e da biologia molecular. “As novas tecnologias melhoraram as perspectivas do diagnóstico precoce e a identificação das mutações cromossômicas. Esse novo arsenal pode nos orientar a entender melhor as neoplasias e a encontrar novos bloqueadores de ação dos oncogenes”, avalia o patologista Carlos Bacchi, o único no Brasil que faz um teste semelhante ao holandês MammaPrint, a mais confiável assinatura genética em exames patológicos.

A versão nacional é o MammaGene, um genérico do norte-americano Oncotype e do teste holandês. “É a mesma coisa, não tem diferença. É importante, porque prediz que um paciente vai ser de baixo ou alto risco num período de 10 anos”, explica o médico, consultor de grandes centros de oncologia. O modelo holandês é anterior ao americano. A diferença entre os dois é que o Oncotype trabalha com a leitura de 21 genes e o MammaPrint com 70. Os dois têm a capacidade de dizer, também, se o paciente deve fazer ou não quimioterapia e acerta o alvo dos prognósticos a uma distância no tempo de até 10 anos. “São exames fundamentais para um grupo de pacientes com a doença no início”, comenta a oncologista Solange Sanches, do A.C. Camargo.

A versão brasileira, porém, não fica atrás das outras, embora apresente o mesmo problema: o preço. Um teste desses não sai por menos de US$ 5 mil. Além do custo dos exames, outro fator complicador é o preço dos medicamentos. Para ter ideia, um tratamento de um ano com uma droga nova como o herceptin, um poderoso anticorpo monoclonal (feito de RNA, a cópia da célula) que bloqueia a ação do oncogene HER-2, usado contra o câncer de mama, não sai por menos de R$ 30 mil.

O herceptin faz parte de uma família de inibidores genéticos que representa o futuro e a possibilidade de derrotar o câncer de mama. Essa guerra já começou há algumas décadas, mas agora ela ganha contornos mais definidos. Além do herceptin, juntam-se à bateria anticâncer da atualidade outros dois inibidores, o PRP e o TDM-1. “Mas é preciso ter muito cuidado quando se fala sobre essas drogas para não dar esperanças vãs ao paciente”, adverte Artur Katz, referindo-se ao fato de que elas são benéficas para grupos determinados de pacientes e, às vezes, apenas por um determinado tempo.

(Fonte: Carlos Tavares - Estado de Minas)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Trocar de estágio com frequência e em pouco tempo nem sempre é vantajoso

Ainda que o período da faculdade seja o melhor para que os estudantes tenham experiências diversas no mercado de trabalho, pular de estágio em estágio em um curto espaço de tempo pode prejudicar o início da carreira do estudante, dependendo da área e da empresa onde ele almeja atuar.

Ficar menos de seis meses estagiando em uma empresa, na avaliação dos especialistas consultados - o superintendente do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágio), Carlos Alberto Cavalheiro, e a consultora da Cia de Talentos, Maria Cristina Barbosa -, não é o suficiente para que o estudante faça dessa experiência válida.

“Em menos de seis meses, o estudante não consegue mostrar o que ele sabe e quem ele é. Ele não consegue mostrar resultados”, afirma Cavalheiro. “A partir de seis meses, ele consegue absorver a cultura e os processos da empresa. É um período mínimo”, considera Maria Cristina.

As leituras do mercado

Apesar disso, a consultora acredita que o fato de muitos estudantes terem várias experiências no currículo não demonstra apenas aspectos negativos. “A leitura que o mercado pode fazer é que esse estudante busca desafios e aprendizado”, afirma Maria Cristina.

De fato, como está em período de experimentação, o estudante pode multiplicar essas experiências e mudar constantemente em busca da vaga de seu interesse. Isso é natural. “O estágio é um período de aprendizado. É ele que oferece embasamento para esse jovem”, diz.

Cavalheiro, por outro lado, alerta os estudantes que exageram no direito de ter novas experiências. “Em dois ou três meses não dá para aprender o trabalho. E isso é preocupante para a carreira desse jovem, porque essas mudanças contínuas podem ser interpretadas como instabilidade”, acredita. “Ele tem de dar um tempo para amadurecer no trabalho”.

Para o especialista, se a questão for desafios, cabe à empresa estimular esse jovem e acompanhar seu desenvolvimento para que ele permaneça tempo suficiente para aprender algo.

Os especialistas ponderam que as possíveis leituras que o mercado faz do estudante que muda constantemente não são estanques. “Uma empresa mais conservadora pode não contratar esse jovem. Mas uma que tenha um estilo mais dinâmico pode avaliar de outra forma”, considera Cavalheiro.

Antes da mudança

Independentemente da leitura que se pode fazer de um estudante com esse perfil, antes de optar pela mudança, os jovens em início de carreira devem fazer algumas ponderações. “Até parece algo óbvio, mas eles precisam ver o que estão aprendendo na empresa”, avalia Maria Cristina, da Cia de Talentos.

Para a consultora, os estudantes precisam ter visão de futuro e tentar perceber o quanto aquela experiência pode ser válida em decisões profissionais futuras. Para Conselheiro, do Nube, uma conversa com amigos e professores pode ajudá-los na hora de decidir entre ficar e sair da empresa.

Afinal, se em poucos meses não é possível assimilar experiências concretas, tampouco é suficiente para perceber se o trabalho será válido e agradará o estudante. “Quando o candidato gosta do trabalho e se identifica com a empresa, ele fica mais tempo”, ressalta Maria Cristina.
(Fonte: InfoMoney)

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