quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Estudo associa estilo de vida pouco saudável à impotência

Manter um estilo de vida pouco saudável, que envolve excesso de peso, sedentarismo, consumo elevado de álcool, tabaco e drogas, está associado à impotência masculina, de acordo com um estudo do centro de estudos Statens Serum Institut, na Dinamarca.

Pesquisadores liderados pelo professor Morten Frisch, utilizou dados de uma pesquisa com 5.552 homens e mulheres dinamarqueses com idades entre 16 e 97 anos, em 2005, para estudar a associação de fatores de estilo de vida com a inatividade e disfunção sexual.

Os resultados indicaram que características pouco saudáveis se associaram ao maior risco de não ter uma vida sexual com o parceiro em até 78% dos homens e 91% em mulheres.

Entre aqueles que tinham um parceiro sexual, o risco de sofrer de impotência foi maior nos homens que levam uma vida pouco saudável - 71% naqueles com circunferência da cintura e mais de 800% entre aqueles que usaram drogas pesadas.

Mulheres que usaram haxixe tinham quase 3 vezes mais risco de sofrer de anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo durante a atividade sexual com um parceiro) em comparação as não-usuárias.

- Saber sobre possíveis consequências negativas de um estilo de vida para a saúde sexual pode ajudar as pessoas a pararem de fumar, consumirem menos álcool, exercitarem-se mais e perder peso.
(Fonte: R7)

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Carros usados: consultar histórico antes da compra evita prejuízo

Consultar o histórico de um veículo usado antes de comprá-lo evitou um prejuízo superior a R$ 30 milhões somente no mês de junho. Os dados referem-se às consultas realizadas pelo site Checkauto.

De acordo com o levantamento, 65% dos veículos consultados no sexto mês do ano apresentavam problemas, sejam administrativos, judiciais, tributários ou mesmo policiais que, de alguma forma, alterariam o valor final do bem.

Na hora de comprar veículos usados, consultar o histórico pode reduzir o valor de venda do auto usado. A utilização de serviços de consultas de histórico de veículos é cada vez mais comum. E, com isso, ganham o vendedor e o consumidor.

O primeiro porque, caso esteja tudo em ordem, terá um motivo a mais para conseguir um valor melhor pelo veículo. O segundo, pela segurança de levar para casa um carro sem problemas.
(Fonte: InfoMoney)

Você consulta o histório de um veículo antes da compra?

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Alta nos preços muda hábitos alimentares no mundo

O alto preço dos alimentos está mudando os hábitos alimentares da população mundial, em geral para pior, revela uma pesquisa realizada em 17 países, incluindo Brasil, México e Espanha, e divulgada pela ONG Oxfam International.

No total, 53% dos entrevistados responderam que não comem do mesmo modo que há dois anos, devido à atual crise alimentar, e quase quatro a cada 10 pessoas atribuem a mudança em sua dieta à alta nos preços dos alimentos, revela a pesquisa elaborada pela GlobeScan.

No México, por exemplo, 65% dos entrevistados disseram ter mudado seus hábitos alimentares e 54% atribuíram a situação a questões econômicas.

Dos 61% que modificaram seus hábitos alimentares na Guatemala, 48% citaram a elevação dos preços.

No Brasil, dos 34% que mudaram sua dieta, 55% o fizeram por razões econômicas, do mesmo modo que na Espanha, onde sobre 45%, a questão dos preços motivou 46%.

"Nossas dietas estão mudando rapidamente e para muita gente isto é para pior. Uma enorme quantidade de pessoas, especialmente nos países mais pobres, está reduzindo a quantidade ou a qualidade da comida consumida devido ao aumento dos preços dos alimentos", disse Jeremy Hobbs, diretor-executivo da Oxfam.

A Oxfam pede aos líderes das potências industrializadas e emergentes que "passem à ação para reparar um sistema alimentar falido".

"Devem regular os mercados de matérias-primas e reformular as políticas dos biocombustíveis para manter os preços dos alimentos sob controle. É preciso investir nos pequenos produtores dos países em desenvolvimento e ajudá-los a se adaptar à mudança climática", destacou Hobbs.

A pesquisa foi realizada de 6 de abril a 6 de maio, com 16.421 pessoas em 17 países, como parte da campanha lançada recentemente para eliminar a fome no planeta, que tem o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
(Fonte: France Presse)

Você muda sua alimentação de acordo com os preços dos alimentos?

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Existe limite de idade para começar a investir?

Os compromissos financeiros, as contas apertadas por conta dos gastos com os filhos, a falta de um planejamento adequado. Por conta destas e de diversas outras “variáveis”, não são poucas as pessoas que chegam à terceira idade sem ter conseguido fazer investimentos ao longo da vida.

Entretanto, de acordo com os educadores financeiros, nunca é tarde para começar a investir. Os profissionais da área ressaltam que o ideal é começar a pensar em aplicações financeiras o quanto antes, mas, se isso não tiver acontecido e você já estiver na terceira idade, não deve deixar de pensar em investir para realizar seus sonhos e garantir uma velhice mais tranquila.

“Quanto mais cedo se pensar em investimentos, melhor. Mas nunca é tarde para começar”, afirma o educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil.

Ele ressalta que a expectativa de vida do brasileiro aumentou bastante nos últimos anos e, por isso, não se deve deixar de investir apenas por conta da idade avançada.

“Nós estamos vivendo mais. Hoje em dia, as pessoas de 80 anos ainda têm boa saúde. Então, mesmo com 60 a 70 anos, é bom pensar em guardar para o futuro, que pode ser mais 30 anos de vida”, afirma.

Tempo é o melhor aliado para o planejamento

A educadora financeira e diretora do The Money Camp, Silvia Alambert, ressalta que o tempo é o melhor aliado para os investimentos e o planejamento financeiro adequado. Entretanto, ela concorda que é possível iniciar os investimentos financeiros mesmo depois de uma idade mais avançada, sempre com objetivos adequados à situação de cada um.

“Na terceira idade, os objetivos costumam ser diferentes. A maioria das pessoas já não tem as obrigações financeiras para construção de patrimônio e podem investir pensando em outras coisas”, afirma a educadora. “Uma viagem com um grupo de amigos, comuns nesta fase da vida, ou alguma outra atividade que interesse aquela pessoa podem ser conquistados com um investimento”, completa.

Planejamento financeiro

Apesar de haver uma diminuição das obrigações em relação a filhos e construção de patrimônio, Mauro Calil ressalta que algumas contas acabam ficando mais caras nesta fase da vida. “O gasto com remédios fica muito mais alto, assim como o plano de saúde. A inflação na terceira idade também é maior”, afirma o educador financeiro.

Por isto, ele lembra que é importante fazer um planejamento financeiro mesmo nesta fase da vida, para que possa sobrar um dinheiro para investir e realizar os sonhos.

“O caminho é o mesmo. Primeiro, é preciso eliminar todas as dívidas e ter uma fonte de renda”, diz.

Se a aposentadoria não for suficiente para todos os gastos e um possível investimento, mas se a saúde estiver em dia, ele aponta que também é possível conseguir renda com algum emprego.

“Tem muita coisa que pode ser feita nesta idade. Desde cuidar de crianças, para as mulheres, até os chamados 'maridos de aluguel', que realizam pequenos reparos em domicílio. Os homens de mais idade costumam ter muito mais paciência e conhecimento para este tipo de atividade", diz Calil.

Onde investir

De acordo com os educadores, nesta idade, o melhor mesmo é não arriscar muito e manter todos os recursos (ou a maioria deles) em investimentos conservadores.

“Depois de uma certa idade, não é aconselhado arriscar. O próprio perfil do investidor muda, ele normalmente já não quer fortes emoções”, afirma Silvia.

Mauro Calil concorda. “O ideal é partir para os títulos do Tesouro Direto, CDB Direto ou fundos de renda fixa”, afirma. Segundo ele, em alguns casos, é possível colocar uma pequena parte em renda variável.

“Mas isso apenas para 'temperar' os investimentos e depois que ele já tiver uma carteira montada em renda fixa”, afirma o educador financeiro.
(Fonte: Diego Lazzaris Borges - InfoMoney)

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Passar muitas horas em frente à TV aumenta risco de morte

Pessoas que ficam mais horas em frente à televisão correm um risco maior de morrer ou de desenvolver diabetes e doenças cardíacas, sugere um novo estudo.

"A mensagem é simples", segundo o autor da pesquisa, Frank Hu, da Faculdade de Saúde Pública de Harvard. "Diminuir as horas em frente à TV é uma forma importante de reduzir comportamentos sedentários e as chances de desenvolver diabetes e doenças cardíacas."

Todos os dias, os americanos gastam uma média de cinco horas assistindo televisão, enquanto os australianos e alguns europeus, de 3,5 a 4 horas por dia, observam os pesquisadores.

As pessoas que passam muitas horas em frente à televisão não só não se exercitam, como provavelmente comem alimentos pouco saudáveis, explicou Hu. "A combinação de sedentarismo, alimentação inadequada e obesidade cria um 'terreno fértil perfeito' para o diabetes tipo 2 e doenças cardíacas."

Este não é o primeiro estudo que associa o tempo em frente à TV a efeitos nocivos --muitas pesquisas encontram uma forte ligação com a obesidade.

Um relatório de 2007 revelou que mais tempo de televisão foi associado ao aumento da pressão arterial em crianças obesas. Outro estudo do mesmo ano descobriu que crianças com sobrepeso que assistem a propagandas de comida tendem a dobrar a ingestão de alimentos.

Para o novo estudo, publicado no "Journal of American Medical Association", Hu e sua equipe revisaram pesquisas anteriores, que examinaram a relação entre tempo de TV e doenças como diabetes tipo 2.

A análise incluiu oito estudos que acompanharam mais de 200.000 pessoas em uma média de 7 a 10 anos.

Hu e sua equipe descobriram que, para cada duas horas de televisão diária, o risco de diabetes aumenta 20%, enquanto o risco de doença cardíaca, 15%, e o risco de morte, 13%.

Com base nesses resultados, os pesquisadores estimaram que, entre um grupo de 100 mil pessoas, reduzir o tempo de TV em duas horas por dia pode prevenir 176 novos casos de diabetes, 38 casos de doenças cardiovasculares fatais e 104 mortes prematuras por ano.

Todos os estudos incluídos asseguraram que os participantes não desenvolveram nenhuma doença crônica.

No entanto, a pesquisa não pode provar que ver televisão, por si só, aumenta o risco de doenças. Também não é possível identificar como isso acontece.

"É verdade que pessoas que assistem muita TV diferem dos outros, especialmente em termos de dieta e atividade física", disse Hu.

Quem passa horas em frente à televisão está mais propenso a comer junk food, explicou ele, o que pode explicar alguns dos efeitos adversos do comportamento sedentário.
(Fonte: Reuters)

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Quanto dar de mesada para os filhos?

Quase tudo o que cerca a mesada exige muita conversa e informação. É o caso da quantia a ser dada. Em primeiro lugar é importante esclarecer o seguinte: mesada é só uma maneira de se educar os filhos para lidar com dinheiro. Existem muitas outras. Isso dito, para aqueles pais que se sintam confortáveis fazendo uso deste instrumento de educação, algumas indicações podem ajudar a estabelecer o valor.

Como regra geral, dos 3 aos 11 anos de idade a criança está preparada apenas para receber semanadas. Para essa faixa etária a noção de tempo não comporta mais que o curto prazo. Por essa razão o dinheiro deve ser distribuído em pequenos intervalos. A partir dos 11 anos já é possível instituir a mesada.

Para crianças entre 3 e 5 anos a função da semanada é habituá-las a esperar para receber e gastar dinheiro. Fixando um dia certo para o pagamento e cuidando de mantê-lo sempre o mesmo, se estará dando à criança instrumentos para lidar com sentimentos difíceis como ansiedade e impulsividade. Para essa faixa etária uma cédula de R$1,00, ou moedas de valor equivalente por semana, será suficiente.

Dos 6 aos 11 anos gosto de sugerir um cálculo bastante simples: 1 real, por idade, por semana. Para ensinar a gastar e a poupar, é importante estimular a criança a encontrar objetivos plausíveis, de curto prazo, para parte do dinheiro que está recebendo.

A partir dos 12 anos o pré- adolescente possui maturidade suficiente para receber mesadas. Para essa faixa etária o cálculo indicado acima sofre ajustes.

Dos 12 aos 14 anos, basta multiplicar a idade por 8 reais. Dos 15 aos 18, multiplica-se a idade por R$12.

Como disse, a mesada é um instrumento valioso para a educação financeira. Mas não é fundamental. Se o orçamento familiar não comportar gastos desta natureza, os pais não devem se preocupar. Existem dezenas de outras maneiras de se educar as crianças para lidar com dinheiro.
(Fonte: Site BM & F Bovespa - Mulheres em Ação)

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aposentadoria aumenta o custo de vida

Com a aposentadoria, o custo de vida aumenta pelos gastos com saúde, lazer e obrigações sociais.

Não raro, encontro opiniões de especialistas que sugerem que, ao planejarmos nossa aposentadoria, devemos projetar uma renda de cerca de 70% do que ganhamos por volta dos 45 anos.

O argumento é que o encerramento da carreira coincide com a saída dos filhos de casa, ou que, ao deixarmos de trabalhar, não teremos mais de arcar com despesas de networking -happy hours, por exemplo- e vestuário de primeira.

Tenho fortes ressalvas em relação a esse tipo de recomendação. Acredito que nosso custo de vida não deveria diminuir na aposentadoria - mas sim aumentar.
Explico com três argumentos.

O bom senso e as estatísticas mostram que os gastos com saúde aumentam com o passar dos anos.

Por mais saudáveis que sejamos, o avançar da idade nos induz a gastar mais com terapias tanto preventivas como corretivas. Isso todos nós sabemos.
O que muitos esquecem é que a aposentadoria nos premia com uma grande disponibilidade de agenda. Tempo livre nos convida ao lazer, que não custa pouco.

Independentemente de onde você viva ou se imagine vivendo na aposentadoria, certamente terá muito mais a fazer em seu tempo livre se tiver recursos disponíveis.

Não importa se sua predileção é pela cultura, pelas viagens, pela prática de esportes ou pela filantropia: dinheiro nos permite usar o tempo com mais criatividade e produtividade. Em outras palavras, nos mantém jovens por mais tempo.

Além dos gastos com saúde e lazer, meu terceiro argumento para o aumento dos custos se relaciona às obrigações sociais.
Costumamos não perceber que, com o avançar nos anos, simplesmente aumenta o número de... parentes!

Quanto mais passa o tempo, mais aumenta nossa lista de filhos, de netos, de enteados, de afilhados e afins, que nos convidam para toda sorte de celebrações: aniversários, formaturas, casamentos e chás de cozinha e de bebê, entre outros.

Se você quiser cumprir com dignidade a necessidade de presentear e de se vestir bem nos diversos eventos, terá de contar com um bom orçamento.

Quando ignoramos esses fatos da vida no começo do planejamento financeiro, ainda na juventude, tendemos a nos conformar com o envelhecimento e a consequente redução das opções que teremos, como se fosse um fato da natureza.

A quem não tem opções não resta outra coisa a não ser envelhecer, entregar-se à restrição de atividades sociais e de lazer e ver o tempo passar. A falta definitiva de dinheiro nos faz enterrar de vez a juventude.

Se não pudermos viver como antes, se não conseguirmos viajar com amigos, praticar um esporte ou fazer um curso que nos encante, o que nos resta? A cadeira de balanço? O pijama? A televisão no domingo à tarde?

Perceba que o envelhecimento está associado à rotina que a falta de dinheiro nos impõe. Existem jovens de 40 anos que aparentam ter muito mais, em razão do estresse imposto pelo trabalho excessivo e diversas frustrações, assim como há jovens de 80 anos que aparentam ter muito menos, pois sabem viver a vida. Normalmente, os que sabem viver têm mais saúde -inclusive a saúde financeira. Se você tem tempo para planejar seu futuro, leve isso em consideração. Não seja modesto com a poupança que faz. Seja otimista com a vida que você quer ter. Adote uma vida mais simples, que seja sustentável.

Se o prazo que você tem não permite mudar muita coisa em termos de formação de poupança, repense a aposentadoria. Não se imagine parado, simplesmente aproveitando o tempo. Não conseguirá juntar o milhão de reais que gostaria para viver com uma boa renda? Lembre-se que, se tiver menos dinheiro, mas que permita montar um negócio bem planejado e em uma atividade que você gosta, poderá continuar trabalhando e, com isso, obter a mesma renda.

A única posição não recomendada é a acomodação. Se chegar à aposentadoria e perceber que não alcançou seus objetivos, você já não terá mais escolhas a fazer.

Aja enquanto pode.

Fonte: (Gustavo Cerbasi - Folhapress)