sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por que é tão difícil esquecer acontecimentos estressantes?

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, indica porque as memórias traumatizantes são tão difíceis de serem esquecidas, o que pode ajudar no tratamento de pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Segundo os autores, a pesquisa constatou que os hormônios do estresse (adrenalina, cortisol,glicocorticoide) estimulam diretamente os processos bioquímicos nos neurônios que desempenham um papel importante na aprendizagem e memória.

“Em um cérebro saudável, esses processos funcionam bem e ajudam as pessoas a lidar e aprender com os eventos estressantes em suas vidas. Em pessoas vulneráveis ou fortemente traumatizadas (vítimas de estupro ou desastres), estes processos se confundem e os eventos resultam na formação de memórias traumáticas, como aquelas observadas em pacientes que sofrem de TEPT”, explica Johannes Reul, autor do estudo.

Reul explica que a consolidação destas memórias ocorre em uma região específica do cérebro chamada hipocampo – envolvida na memória e aprendizagem. Os hormônios secretados durante o estresse atuam sobre esta região e aumentam a consolidação destas memórias. “Até o momento não se sabia como esses hormônios atuavam sobre o hipocampo no aumento da formação de eventos relacionados com a memória emocional”, diz.

Para o autor, o estudo pode ser significante principalmente para aqueles que sofrem de TEPT. “Esperamos que a descoberta aponte direções no desenvolvimento de novos medicamentos para ajudar estes pacientes e também prevenir o TEPT em vítimas de trauma”, finaliza.
(Fonte: Uol - com informações da University of Bristol)

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Inadimplência vai parar de subir no começo de 2012

O calote dos consumidores tem diminuído e vai praticamente ficar no zero já no começo de 2012. Isso porque os brasileiros já estão reorganizando as contas em meio a um cenário de juros altos no país e uma possível nova crise econômica lá fora. É o que mostra uma pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian divulgada recentemente.

O Indicador de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor cresceu 0,3% em junho de 2011, atingindo o patamar de 102,1 pontos. Essa é a menor variação dos últimos 11 meses. O número considera uma previsão de como o calote vai estar daqui a seis meses.

Segundo a Serasa, a desaceleração da inflação a rodada de renegociações salariais de importantes categorias profissionais neste segundo semestre, o desemprego em queda e o crescimento moderado do endividamento devem ajudar a desacelerar o calote.

- A provável interrupção das altas da taxa Selic [hoje em 12,5% ao ano], em função do agravamento do cenário externo, ajuda para o não encarecimento adicional das dívidas, reforçando o cenário de esgotamento do ciclo de elevação da inadimplência dos consumidores.

O Indicador de Perspectiva da Inadimplência das Empresas cresceu 1,7% em junho de 2011, o oitavo crescimento mensal consecutivo, atingindo o nível de 101,8 pontos.
(Fonte: R7)

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Mastigar mais os alimentos ajuda a emagrecer


“Coma menos, mastigue mais e todas as coisas boas serão suas”. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Medicina de Herbin, na China, colocaram o velho ditado sueco em xeque e mostram que, de fato, mastigar mais o alimento diminui a ingestão de calorias e melhora os níveis de hormônios intestinais no sangue, que causam a sensação de saciedade.

O nutricionista Li Jie e sua equipe convidaram 30 jovens – 16 magros e 14 obesos – a participarem do estudo. Na primeira etapa, eles observaram as diferenças de mastigação entre os dois grupos.
Na segunda etapa, foi oferecido aos participantes o mesmo teste alimentar em duas ocasiões distintas.

Na primeira ocasião, eles deveriam mastigar cerca de 15 vezes a cada mordida. Na segunda, deveriam aumentar para 40 vezes a cada mordida. O alimento era um café da manhã com 525 calorias (68% eram carboidratos, 21%, gordura e 11%, proteína). Os voluntários fizeram exames de sangue após cada refeição para que fossem medidos níveis de açúcar no sangue e hormônios intestinais.

Os resultados mostraram que, tanto obesos como magros, quando mastigaram o alimento por mais tempo (40 vezes por mordida), consumiram 12% menos calorias. O resultado dos exames após este teste indica que os níveis de grelina (hormônio que estimula o apetite) estavam mais baixos e os níveis de colecistoquinina (CCK, hormônio que sinaliza satisfação e diz ao estômago para diminuir a digestão) estavam mais elevados, em comparação a quando mastigaram menos (15 vezes por mordida).

“As intervenções destinadas a melhorar a atividade de mastigação podem ser uma ferramenta útil para combater a obesidade”, diz Li. Em contrapartida, ele lembra que uma das limitações do estudo é que nem todas as pessoas ingerem calorias de alimentos que exigem mastigação, como, por exemplo, sorvetes, bebidas açucaradas e alcoólicas. “Neste caso, mastigar mais não irá levar as pessoas a reduzir a sua ingestão de calorias em 12%, como neste estudo onde os participantes fizeram uma refeição sólida”.

Mesmo assim, o pesquisador acredita que a mudança nos hábitos da mastigação e em outros comportamentos alimentares pode colaborar a resolver o problema crescente da obesidade. “Os resultados merecem uma investigação mais profunda”, finaliza.
(Fonte: Uol - com informações da Harbin Medical University)

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Escola pública terá educação financeira

Os alunos do ensino médio de escolas públicas começarão a ter orientação de educação financeira, informa reportagem de Cirilo Junior para a Folha.

Segundo Jaqueline Moll, da diretoria de currículos e educação integral do MEC (Ministério da Educação), a ideia não é criar uma disciplina específica e sim integrar o assunto ao currículo normal das escolas. Ela calcula, porém, que serão ao menos dez anos para consolidar o tema nas escolas.

Ainda não está definido quando e em quais locais a educação financeira começará a ser implementada.

"Queremos abordar questões como a história do dinheiro e a geografia financeira e orientar o comportamento dos alunos nesse sentido", afirmou a especialista.

O projeto é uma das primeiras iniciativas da Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira), criada pelo Conef (Comitê Nacional de Educação Financeira). O comitê reúne instituições como o BC (Banco Central), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o MEC.

A educação financeira nas escolas vai seguir projeto-piloto de 2010, quando foi dada orientação a 26 mil estudantes da rede pública de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Ceará e Distrito Federal.

Apesar de o projeto ser focado em jovens, a orientação sobre como usar e aplicar de maneira mais inteligente o dinheiro não ficará restrita a essa faixa etária.
O BC prepara um plano de educação financeira para aposentados. Existem, ainda, projetos para adultos.

(Fonte: Folha.com)

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Maior motivo de inadimplência no Brasil são carnês atrasados

A inadimplência dos consumidores brasileiros manteve-se ligeiramente estável em julho, com um índice de 9,8%, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). Mas o nível ainda continua alto, tendo batido recorde de 10,8% em abril, índice que ficou praticamente estabilizado no dois meses seguintes.

No resultado de julho, os carnês foram os campeões em atrasos e correspondem a 67,6%. Em segundo lugar, estão os cartões de crédito, com 13,7%.

Os entrevistados foram questionados sobre prestações não quitadas, orçamento familiar e intenção de compra de bens duráveis para os próximos meses. Entre eles, 21,5% declararam sobra no orçamento, 26,6% disseram que vão poupar, 18,1% vão usar o dinheiro que sobrou com alimentação e 54,1% disseram que não teriam sobra após pagar todas as despesas.

A estabilização dos índices de inadimplência que se confirmaram desde abril devem-se, segundo o levantamento, ao aquecimento do mercado de trabalho, à redução do ritmo de crescimento da inflação, ao poder aquisitivo em alta, ao consumo acumulado e ao encarecimento do crédito.

Segundo o economista Christian Travassos, da Fecomércio, existem fatores favoráveis e desfavoráveis que contribuíram para estabilizar a inadimplência nesse patamar. “De um lado, temos a favor o mercado de trabalho aquecido e mais ferramentas de crédito à disposição do brasileiro, que contribuem para a organização das contas, e um poder aquisitivo em alta na comparação do ano passado. Na contramão, está o crédito mais acessível, que também contribui para que a pessoa se exponha mais e a inflação sofre uma desaceleração, embora tenha pressionado o orçamento familiar nos últimos 12 meses”, avaliou.

Travassos explicou ainda que os endividados podem adotar medidas simples para quitar as dívidas. Ele ressaltou que uma simples tabela com o valor do orçamento e das despesas é um caminho para solucionar o problema. Assim, se calcula as sobras a serem usadas para sanar as prestações. Outra medida é evitar aderir ao pagamento mínimo do cartão de crédito, em função dos juros altos.

Para a pesquisa, foram entrevistadas mil pessoas de 70 cidades localizadas em nove regiões metropolitanas.
(Fonte: Agência Brasil)

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Os brasileiros não abrem mão do arroz com feijão

Essa foi a melhor notícia divulgada pelo IBGE em sua recente pesquisa de orçamentos familiares. Embora o consumo de arroz com feijão esteja em queda, 70 e 80% dos brasileiros ainda prestigiam essa associação culinária. Tão nutritiva quanto saborosa. Uma verdadeira marca do Brasil. Isso deve ser valorizado e incentivado em todas as classes sociais.

Além de ricos em carboidratos (garante energia), proteínas (ajuda na construção dos músculos e gera saciedade), fibras (proteção intestinal) e ferro (sustenta os glóbulos vermelhos), o arroz e o feijão se completam, pois são compostos por aminoácidos que quando consumidos juntos, originam uma proteína de excelente qualidade nutricional.

Há muitos mitos em relação ao arroz com feijão que devem ser combatidos.
O maior é que eles engordam. É muito comum encontrarmos pacientes que querem emagrecer engajados em dietas que eliminam o arroz com feijão e ficam surpresos quando recomendamos o uso desses alimentos rotineiramente em nossas dietas. Acreditam que só conseguem emagrecer comendo grelhados e saladas.

Não imaginam que esse seja um erro muito comum, que pode colocar qualquer regime em risco. A questão é que nenhuma outra combinação alimentar cause tamanha saciedade como o arroz com feijão. Ela, por si só, garante a tolerância ao consumo de uma dieta pouco calórica sem muita fome nos intervalos, evitando os beliscos que jogam por terra os planos mais bem intencionados de fazer dieta.

Para tirar maior proveito do arroz com feijão, é preciso ter cuidado na hora do preparo.
Quanto mais simples, melhor. Portanto, nada de enriquecer o feijão com gordura, acrescentando linguiça ou bacon, ou preparar o arroz como risotos gordurosos. Essas associações são muito calóricas e ricas em gordura saturada, pondo em risco as grandes qualidades nutricionais dessa dupla dinâmica.

(Fonte: Uol - Saúde)

E você, abre mão do delicioso arroz com feijão? Comente! 
 
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Razão e emoção: como fica a cabeça do investidor

Como fica a cabeça do pequeno investidor diante do cenário atual? É possível driblar o emocional e agir de forma racional em épocas assim?

“De maneira geral, o pequeno investidor tem menor conhecimento e organização em seus investimentos, fatores que potencializam o estresse na tomada de decisão”, afirma o educador financeiro Mauro Calil, fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil.

Racional x emocional

Manter-se informado sobre os acontecimentos do mercado é de extrema importância para saber o que é melhor fazer e quais decisões tomar em momentos de incertezas. Na teoria, parece simples, mas na prática...

Segundo explica a doutora em psicologia econômica Vera Rita de Mello Ferreira, no livro A Cabeça do Investidor, além de alimentar o lado racional com informações técnicas, é preciso equilibrá-lo com o lado emocional, já que “sempre somos guiados por um forte motivador de natureza emocional” em todos os aspectos de nossa vida, incluindo investimentos.

E são as emoções que interferem na capacidade de percepção, distorcendo os fatos sem que a pessoa se dê conta disso, pois permanecem no inconsciente.

Driblando o emocional, de olho na oportunidade

De acordo com Mauro Calil, algo que todo investidor sabe, ou pelo menos deveria saber, é que se ganha dinheiro na bolsa comprando na baixa e vendendo na alta. Portanto, tendo esta certeza, o cenário de queda mostra-se como oportunidade de aporte e não de retirada.

“Basta seguir o jargão com moderação, ou seja, não se deve despejar as economias de uma vida em investimento algum (bolsa ou não) somente pela crença de que é um momento certo”, ensina. “Mas, sim, deve-se aproveitar o momento para aportar pequenas quantias que poderão se transformar em volumes substancialmente maiores em 2 ou 3 anos”, completa.

E o pequeno investidor que já está na bolsa, o que deve fazer?
Segundo o planejador financeiro, antes de tomar qualquer atitude, deve analisar alguns fatores:

1- A soma que está na bolsa representa quanto de seu patrimônio investido?

2- Está no lucro ou no prejuizo?

3- Qual o tamanho do lucro ou prejuizo?

4- Há necessidade imediata de retirada destes recursos?

5- O investidor acredita ou não em uma recuperação das cotações de seus ativos?

Com estas respostas pode-se tomar alguns caminhos, seja investindo mais, sacando tudo ou sacando parcialmente.

Para os mais aflitos, segundo Vera Rita, a dica do saque parcial pode ser vantajosa, pois dá um alívio imediato e ainda fornece a oportunidade de acompanhar o mercado parte do recurso como informação e conhecimento.

Para Mauro Calil, a decisão final deve ser tomada com base no plano financeiro pessoal e não somente olhando o sobe e desce dos ativos. “Quedas são normais e saudáveis para quem pratica tecnicas como a do rebalanceamento entre renda fixa e renda variável, por exemplo”.

Fugindo da manada

Paradoxalmente, os momentos mais adequados para entrar no mercado são justamente aqueles em que todos estão fugindo da bolsa. Segundo Vera Rita, são nessas épocas de incertezas que os amadores caem fora que a oportunidade pode ser boa para quem conseguir se segurar no mercado.

“Em épocas assim, quando as pessoas estão aflitas, apreensivas e amargando prejuízos, vale tentar ir contra a manada”, afirma.

Para a psicóloga, no entanto, não adianta comprar só porque estão dizendo que a época é de oportunidade. A dica é válida não só para quem está fora do mercado, como também para quem já está na bolsa. “Se investidor sabe que não tem estômago nem coração para aguentar períodos como esse, é melhor cair fora”.

Segundo a psicóloga, são nas épocas de incertezas que o investidor conhece seu real perfil de investimento. “Na hora dos lucros, todos se consideram agressivos, até vir a primeira queda”.
(Fonte: InfoMoney)

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