Além do novo cenário econômico, no qual ganhamos poder de consumo, há a questão do estímulo generalizado pela mídia. A receita é organizar o orçamento e planejar.
Nos dias atuais, mal satisfazemos uma vontade, um desejo e já arrumamos outro. O desejo pela aquisição de um determinado produto ou serviço pode ser mais ou menos relevante em relação a outro, mas a necessidade de comprar, de adquirir e conquistar estão sempre presentes e elas podem servir de motivação ou virar frustrações, quando não saciadas.
Nesse sentido, a organização do orçamento familiar, além de ajudar na saúde financeira da família, pode evitar frustrações.
Dificuldade de organização
Segundo a psicóloga Aridinéa Vacchiano, as famílias têm dificuldade em realizar o orçamento familiar por questões culturais. "A estabilidade da nossa moeda é algo recente. Até então não se tinha o hábito de pensar no futuro, pois não havia a garantia do retorno gerando uma ansiedade grande e uma necessidade de se tirar proveito máximo do momento presente", comenta.
Para a profissional, além do novo cenário econômico há a questão do consumismo, estimulado o tempo todo pela da mídia. Tal combinação não favorece a organização do orçamento familiar e tampouco o planejamento.
Frustração
A viagem tão sonhada, o carro novo, a reforma da casa ou a compra de um eletrônico. Nada disso foi possível de ser realizado, ou pior, até foi concretizado, mas, agora, a família carrega dezenas de parcelas e vive com a corda no pescoço, pois a renda da casa não dá conta de pagar todas as dívidas. Situações assim são frustrantes.
"Hoje, a frustração é algo insuportável, pois o tempo todo nos dizem que podemos comprar na hora que queremos. O crédito está ao alcance de todos de maneira facilitada. As pessoas são criadas achando que podem tudo. Os pais querem dar tudo aos filhos", afirma Maria Angélica, coordenadora de psicologia da Unisuam.
Angélica chama atenção para o fato de que, em geral, as pessoas sentem mais a frustração quando percebem que não podem pagar as dívidas assumidas. "É a dívida que gera o estresse, é quando a pessoa se dá conta dos exageros", comenta.
Motivação
E é justamente o estresse que pode se tornar um fator motivador. A pessoa vive uma tensão e por meio dela busca soluções, motivos para reverter situações não confortáveis. Em geral, a palavra estresse carrega sentimentos negativos, mas sendo uma tensão controlável é possível transformar a ansiedade e gerar mudança de comportamento.
Foi o que aconteceu com o universitário Paulo Renato Teixeira. "Sempre vi meu irmão mais velho poupando e abrindo mão de certas coisas para juntar dinheiro para comprar seu próprio carro. Quando ele fez 18 anos, comprou um. Eu não era assim. Torrava todo o dinheiro do estágio e da mesada", comenta.
Renato dependia da boa vontade dos pais para poder sair de carro. "Quando me vi nessa situação tive um misto de sentimentos: inveja, raiva e frustração. Me senti infantil. Depois que assimilei a situação resolvi mudar. Comecei a juntar e pensar nos gastos. Como o estágio de engenharia remunera bem melhor que o da época da escola consegui juntar uma grana e dei uma boa entrada. Estou de carro, claro, com parcelas, mas a serem pagas em um prazo não muito longo", conta orgulhoso.
Mas para Aridinéa, o caso do estudante é raro. A profissional acredita que a frustração provoca uma crença negativa. "É difícil uma pessoa vencer uma frustração sozinha, pois ela passa a crer realmente que é incapaz de conseguir. Com um acompanhamento profissional será mais fácil reprogramar esse sentimento, ficará mais fácil para o paciente se enxergar sob outra ótica, mais positiva", orienta a psicóloga.
(Fote: Previ)
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Sair de casa era um desafio
Conviver com outras pessoas pode parecer uma tarefa fácil, mas isso se tornou um pesadelo para a professora aposentada Doralina Rosa da Silva. Quando tinha 35 anos, Doralina começou a sentir que as pessoas ao seu redor estavam agindo de modo diferente, o que fez com que ela passasse a evitar qualquer lugar com aglomerações. Ir a uma loja ou andar de ônibus tornaram-se tarefas penosas, porque ela acreditava que todos ao seu redor queriam lhe prejudicar.
Cerca de dez anos depois do surgimento dos problemas, ela soube que tinha o que se chama “fobia social”. Sair de casa gerava uma enorme ansiedade e a professora só conseguia se sentir à vontade com pessoas muito próximas. Outra característica desse problema é o desenvolvimento de baixa autoestima. “Eu não me sentia amada pelas pessoas ao meu redor”, comenta. Isso também culminou em problemas como depressão e estresse prolongado.
Como seu convívio ficou muito limitado, ela, por conta própria, procurou tratamento com remédio e terapia. “Foi quando notei a diferença”, comenta. Hoje, Doralina diz que consegue entrar em uma loja e conversar com os outros, discutir questões que julga erradas e lutar pelos seus direitos.
Desafios
Essa não foi a primeira vez que Doralina precisou superar um grande desafio. Quando tinha pouco mais de um ano de idade, ela teve poliomielite, que paralisou seus movimentos. Ao ver sua condição, um médico afirmou que ela jamais andaria, mas, aos 7 anos, superou o prognóstico. Ela conseguiu recuperar os movimentos, apesar das sequelas.
Doralina, 46 anos, afirma que ainda enfrenta desafios, apesar de ter avançado muito no tratamento. Em 2002, ela se aposentou por indicação médica, mas quer voltar a trabalhar. O problema é que ainda mão se sente totalmente preparada. Mesmo assim, ela encontra maneiras de ajudar a si e aos outros. “Ainda tenho algumas limitações, mas vou superá-las. Todas as pessoas podem progredir a partir do momento que buscam ajuda.”
(Fonte: Oliver Kovacevich Altaras - especial para Gazeta do Povo)
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QUE VOCÊ TENHA UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA!
Cerca de dez anos depois do surgimento dos problemas, ela soube que tinha o que se chama “fobia social”. Sair de casa gerava uma enorme ansiedade e a professora só conseguia se sentir à vontade com pessoas muito próximas. Outra característica desse problema é o desenvolvimento de baixa autoestima. “Eu não me sentia amada pelas pessoas ao meu redor”, comenta. Isso também culminou em problemas como depressão e estresse prolongado.
Como seu convívio ficou muito limitado, ela, por conta própria, procurou tratamento com remédio e terapia. “Foi quando notei a diferença”, comenta. Hoje, Doralina diz que consegue entrar em uma loja e conversar com os outros, discutir questões que julga erradas e lutar pelos seus direitos.
Desafios
Essa não foi a primeira vez que Doralina precisou superar um grande desafio. Quando tinha pouco mais de um ano de idade, ela teve poliomielite, que paralisou seus movimentos. Ao ver sua condição, um médico afirmou que ela jamais andaria, mas, aos 7 anos, superou o prognóstico. Ela conseguiu recuperar os movimentos, apesar das sequelas.
Doralina, 46 anos, afirma que ainda enfrenta desafios, apesar de ter avançado muito no tratamento. Em 2002, ela se aposentou por indicação médica, mas quer voltar a trabalhar. O problema é que ainda mão se sente totalmente preparada. Mesmo assim, ela encontra maneiras de ajudar a si e aos outros. “Ainda tenho algumas limitações, mas vou superá-las. Todas as pessoas podem progredir a partir do momento que buscam ajuda.”
(Fonte: Oliver Kovacevich Altaras - especial para Gazeta do Povo)
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Confira 10 dicas para se ter uma boa noite de sono
O dia a dia agitado e estressante, com muitas informações e problemas para solucionar, acaba comprometendo as noites de sono de muita gente. A ansiedade e os maus hábitos noturnos também podem levar à insonia, mal que já atinge cerca de um terço da população mundial segundo Sandra Rosenfeld, escritora do livro Durma Bem e Acorde para a Vida, da editora Nova Era do Grupo Record.
"A insônia não é uma doença, mas sim um sintoma de que há algo de errado acontecendo conosco, que pode ser emocional, psicológico, clínico ou até ambiental, e que está interferindo nas nossas noites de sono", diz Sandra.
Aquietar a mente é essencial para relaxar, mas muitos insones não sabem como conseguir isso. "A meditação é uma poderosa ferramenta para alcançar esse objetivo. Existem várias formas e técnicas de meditação que ajudam a relaxar, aquietar a mente e faciltar o nosso sono", diz Sandra, que dá 10 dicas de meditação e hábitos noturnos para se ter uma boa e recuperadora noite de sono:
1) Deite, feche os olhos e desvie a atenção dos pensamentos para a sua respiração e para os seus batimentos cardíacos. Perceba como estão suas emoções, como está seu corpo, se há algum ponto de tensão e relaxe, dimuindo o ritmo da respiração até que fique bem lento. Toda vez que o pensamento vier, mude o foco para a respiração.
2) Deite, feche os olhos, inspire lenta e profundamente pelo nariz e expire também profunda e lentamente pela boca. Durante cada respiração, acompanhe o ar entrando pelas narinas, saindo pela boca e o trajeto que ele faz pelo seu corpo. Repita a inspiração e a expiração sempre lenta e profundamente várias vezes.
3) Deitado e de olhos fechados, faça três respirações completas e profundas, inpirando e expirando lentamente pelo nariz. Depois, respire normalmente, observando, soltando e relaxando cada parte do seu corpo. Inicie pelo couro cabeludo, passando pela face, pescoço, nuca, ombros, braços - um de cada vez - músculos das costas e coluna, parte frontal do corpo, quadris, pernas - uma de cada vez - até chegar à pontinha dos dedos dos pés. Finalize fazendo novamente as três respirações, da forma como iniciou.
4) Tome um copo de leite morno antes de dormir. Não é lenda, o leite possui o aminoácido triptofano que relaxa os músculos e induz ao sono.
5) Faça uma caminhada leve ou exercícios leves poucas horas antes de dormir.
6) Mantenha a temperatura do quarto agradável, evite claridade e observe se o colchão e travesseiros estão em bom estado.
7) Tome um banho morno, escove os dentes e vista um pijama. São hábitos que nos condicionam para dormir.
8) Opte por refeições leves antes de dormir, evitando carne vermelha, frituras e gorduras.
9) Evite cafeína, bebidas alcoólicas e fumo de quatro a seis horas antes de dormir por serem estimulantes.
10) Pense nos problemas, soluções e afazeres até duas horas antes de dormir. Depois, se entretenha apenas com o que possa acalmar e relaxar.
(Fonte: Terra.com)
Quais destas dicas você costuma a fazer antes de dormir?
Comente,
Até breve...muito breve!
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Uma nova geração com muito mais avós do que netos
Uma geração fruto do aumento dos índices de longevidade, que vive mais tempo e com melhor qualidade de vida, exige muitas reflexões, ações e reinvenções ao longo da existência.
Mais ainda quando também se constata uma forte redução nos índices de natalidade.
Ou seja, estamos a cada dia observando o aumento do número de filhos únicos, que têm ao seu redor quatro avós- isso quando são produto de apenas uma relação - além de muitos tios, padrinhos e outras figuras marcantes.
Este fenômeno também tem sido chamado de geração 4-2-1. Portanto, estamos diante de um quadro em que devemos rever paradigmas, atribuições e responsabilidades.
Temos que pensar não apenas na perspectiva profissional e das carreiras corporativas. Existem novas exigências que todo esse processo de mudança, tanto universal como local, provoca em nossas vidas.
Para aqueles que agora estão ultrapassando a meia-idade, e já começam a perceber um certo esgotamento do modelo que estruturaram, tanto para a vida profissional como pessoal, essas questões podem gerar uma certa angústia, ou até ansiedade. Pois, além do processo biológico, é muito natural que os dilemas, as perplexidades e os questionamentos se acentuem.
Inclusive sobre o quanto valeu a pena o estilo de vida que construíram ao longo das etapas anteriores de sua existência. Com o agravante de que boa parte das pessoas nem ao menos pensou, ou teve algum preparo para essa nova fase da vida.
A longevidade está criando uma série de oportunidades para a maioria dos seres humanos. Mas essa visão nem sempre é acompanhada com otimismo e por ações concretas pelas gerações que estão amadurecendo. A tendência é de que sejam destacados com maior ênfase os problemas, as dificuldades e as limitações, ao invés da busca por uma maneira de se reinventar.
Evidentemente, esse não é um processo simples para pessoas que foram educadas com base em um modelo de vida linear onde o desfrute fazia parte dos planos futuros. Uma geração que não tinha clareza do momento em que o presente e o futuro poderiam se fundir.
Por outro lado, quando analisamos o quadro atual na perspectiva de um elevado número de filhos únicos, é possível antever uma dificuldade dessa nova geração na hora de realizar suas escolhas de forma genuína. Isso porque precisam administrar um forte, e "carinhoso" conjunto de expectativas, influências e até facilidades que a nova estrutura familiar oferece.
Está comprovado, por uma série de estudos e pesquisas, que filhos excessivamente preocupados em atender as expectativas dos seus familiares - especialmente avós e pais- tendem a se tornar figuras frustradas e insatisfeitas. Isso porque não tiveram a oportunidade de lidar com seus dilemas e escolhas de forma independente e, muitas vezes, foram induzidos às carreiras ou aos estilos de vida de seus antepassados. Lembrando sempre que também os modelos familiares estão se transformando, como produto de uma maior presença das mulheres no mundo corporativo. Até porque elas também se tornaram provedoras na estrutura financeira familiar.
Em modelos familiares, onde o número de filhos é menor, estas pressões- ou até o excesso de carinho, amor, cuidados e expectativas- podem representar maior risco para uma legítima realização dos seus descendentes.
Finalmente, a única recomendação possível é a de que este assunto passe a fazer parte das agendas dos parceiros, casais, descasados e famílias de uma forma geral. Incluindo os filhos é claro.
(Fonte: Renato Bernhoeft - Valor Online)
Qual a sua opinião em relação a esta nova geração?
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Até breve...muito breve!
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