Nós temos conhecimento que para 25% das mulheres a menopausa pode até passar despercebido não fosse a sua associação com a interrupção das menstruações. Para outros 25% delas a transição é um verdadeiro suplício. Nada acalma os sintomas.
O sono se torna leve e fragmentado, o humor depressivo e as ondas de calor muito frequentes e insuportáveis. Nesses casos, o único recurso capaz de aliviar os sintomas é o uso de medicamentos a base de hormônio feminino. Os 50% restantes de mulheres tem sintomas de intensidade variável, geralmente de leve a moderada, com duração de cerca de um ano após a última menstruação.
A grande polêmica a cerca dos efeitos de certos medicamentos no combate aos sintomas do climatério ocorre justamente nesse grupo de mulheres. Nelas, os resultados dos trabalhos científicos ora revelam efeito benéfico, ora nenhum efeito dos vários medicamentos candidatos. Entre eles, liderando as pesquisas, estão as isoflavonas, substâncias derivadas da soja e muito parecidas com o hormônio feminino em sua estrutura química.
Há mais de uma década, as primeiras pesquisas com os derivados da soja nos encheram de esperanças. Elas revelavam que as isoflavonas poderiam reduzir a incidência dos fogachos em até 60% das mulheres, valor esse muito próximo dos 80% observados com o uso do hormônio feminino e muito superior aos 20% alcançados com o placebo (cápsula sem o medicamento). Entretanto, ano após ano, os novos estudos não conseguiram reproduzir os efeitos brilhantes dos primeiros.
O mais recente estudo que analisou os efeitos das cápsulas de isoflavonas acaba de ser publicado na revista Archives of Internal Medicine. Foram avaliadas 126 mulheres, metade usando placebo e a outra metade usando cápsulas de isoflavonas. Analisados os dois grupos, não foi encontrada diferença significativa nas densitometrias que medem a massa óssea, nem houve diferença na melhora dos fogachos entre as mulheres usando placebo ou isoflavona.
O que vem sendo comprovado mais e mais em estudos recentes retira de nós toda esperança de havermos encontrado um estrogênio natural e isento dos riscos de câncer ginecológico já bem documentado com a reposição hormonal. As isoflavonas parecem agir como qualquer placebo, ou seja, atuam em 30% das pacientes, que melhoram seus sintomas.
Mas, na verdade, essa melhora poderia ocorrer naturalmente, sem nenhum medicamento ser usado, pois as oscilações dos sintomas climatéricos ocorrem com ou sem medicamentos. Além disso, essa melhora poderia também ocorrer com qualquer outro componente usado como placebo, vitaminas por exemplo.
(Fonte: Uol.com)
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sete medidas para evitar Alzheimer
Pesquisadores afirmam que, entre outros fatores, está o combate à depressão e a melhoria no nível de educação. Os sete fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.
De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, a metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.
Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.
Causas
As causas do mal de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários fatores estão ligados à doença, incluindo fatores genéticos, idade e estilo de vida.
Pesquisas já realizadas mostraram que vários fatores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de atividade física, estímulo mental e dieta.
Mas, até o momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar o Alzheimer modificando algum destes fatores de risco.
Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos do Alzheimer no mundo todo.
Com este modelo, os cientistas calcularam a porcentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de atividade física.
Os resultados mostraram que a metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes fatores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.
Educação
O fator que parece causar a maior porcentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de atividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).
Juntos, estes sete fatores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença.
'Nos surpreendeu descobrir em nosso modelo que os fatores de estilo de vida, como o baixo nível educacional, falta de atividade física e tabagismo parecem contribuir para um número maior de casos de Alzheimer do que as doenças cardiovasculares', disse Deborah Barnes, que liderou o estudo.
'Mas isto sugere que mudanças relativamente simples no estilo de vida podem ter um impacto dramático no número de casos de Alzheimer no decorrer do tempo', acrescentou.
A pesquisadora destacou, no entanto, que estes são apenas cálculos matemáticos e serão necessários estudos mais amplos em várias populações para comprovar estes dados.
Mesmo assim, segundo os pesquisadores, estes cálculos são uma 'suposição importante ' e qualquer coisa que ajude a evitar a grande carga que esta doença significa para os serviços de saúde é positiva.
(Fonte: Portal G1)
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Aposentadoria sem apuros
Veja os 15 erros mais comuns apontados por eles.
1 - Acreditar que todo o dinheiro da aposentadoria tem que estar "seguro".
É arriscado colocar todos os ovos em uma única cesta, ou seja, aplicador tudo na poupança. O ideal é diversificar os investimentos, mesmo que as aplicações sejam conservadoras, como renda fixa e planos de previdência.
2 - Achar que contratar um plano VGBL ou PGBL resolverá tudo.
Há bancos ou seguradoras que cobram taxas abusivas. É preciso verificar se, depois de descontado todas as cobranças sobre o investimento, o retorno será o esperado. É importante lembrar do pagamento do imposto de renda.
3 - Escolher plano de previdência com renda vitalícia ou por prazo determinado.
É aconselhável optar pela modalidade de renda em forma de percentual do saldo poupado. Ou seja, ao atingir a idade da aposentadoria, a renda será proporcional ao saldo que foi acumulado.
4 - Achar que ainda é cedo para pensar em aposentaria ou a enxergar como o fim da linha.
Quanto mais cedo se começa a poupar, menos será preciso desembolsar mensalmente. O pensamento de que aos 65 anos o fim estará próximo é herança de quando a expectativa de vida era baixa.
5 - Comprar um imóvel para receber aluguel na aposentadoria.
O imóvel requer gastos com manutenção, sofre depreciação e o reajuste do aluguel normalmente não acompanha a valorização do mercado. Além disso, não tem liquidez: não se pode vender uma fração frente à uma necessidade.
6 - Não ter fundo de emergência pode antecipar o uso da aposentadoria.
Tenha um orçamento financeiro que contemple as despesas fixas e as variáveis, uma cota para "sonhos" e uma outra para imprevistos. Caso um fato modifique essa estrutura, seja para pior ou melhor, refaça as contas.
7 - Não aceitar queda temporária no padrão de vida.
Ao sair de casa, seja para casar ou morar sozinho, muitos jovens não encaram a queda do padrão de vida que tinham ao viver com os pais. Em resposta às pressões sociais, acabam usando boa parte da renda para manter esse patamar.
8 - Comprar um imóvel de forma precipitada.
Muitos acham que os filhos têm de sair de casa só quando puderem comprar o bem. Se a renda do jovem não for alta, terá de financiar o imóvel por um longo prazo. E, se estiver em ascensão profissional, perderá a mobilidade de mudar de emprego.
9 - Crer que está tarde demais para planejar a aposentadoria.
Quem está na reta final para deixar de trabalhar (menos dez anos) e ainda não tem recursos para o futuro, deve prolongar a carreira ou se profissionalizar como investidor para acelerar a formação de poupança.
10 - Não refazer os cálculos depois de o INSS anunciar mudanças.
No início do planejamento é aconselhável procurar o INSS e se inteirar das atuais regras. E, a partir de então, refazer as contas diante de qualquer alteração. O atual teto para o INSS é de R$3.691,74.
11 - Colocar todas as economias nas ações ou em fundos de pensão da empresa onde trabalha.
Por mais que se goste e acredite na empresa onde se trabalha, nunca deve-se concentrar sua aposta. Se a empresa quebrar, você não terá a quem recorrer para recuperar o dinheiro perdido.
12 - Resgatar os recursos do fundo de pensão quando se desliga da empresa
Ao retirar o dinheiro cedo demais, não se aproveita o benefício tributário, por meio do qual a alíquota do IR cai com o tempo. Pode se optar pela portabilidade para outro fundo de pensão ou para um fundo de previdência aberta.
13 - Calcular que as despesas após a aposentadoria serão menores.
Especialistas se divergem sobre a teoria de que a pessoa deve almejar uma renda de pelo menos 65% a 70% da renda do ápice da carreira. O consumo com lazer e saúde podem requerer uma renda maior do que exigem no presente.
14 - Preferir consumir do que fazer poupança por considerá-la privação de felicidade.
A turbulenta história brasileira criou uma série de "vícios". Entre eles, o imediatismo que mina a capacidade de poupança. Pessoas continuam deixando de poupar, mas tudo é questão de equilíbrio.
15 - Usar o dinheiro da poupança para outros fins.
Não o use mesmo tendo a crença que pegou, temporariamente, o dinheiro "emprestado" de sua própria poupança. Mas, no caso de endividamento, leve em conta os benefícios de não desperdiçar o seu dinheiro com juros
(Fonte: Cristiano Brasil, Gustavo Cerbasi, Lilian Gallagher, Reinaldo Domingos e Paola Carvalho - Folhapress)
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Pneumonia é uma coisa muito séria
Brasileiros ainda não sabem os sintomas da doença.
Quatro em cada dez brasileiros não sabem quais os sintomas da pneumonia. O dado faz parte da pesquisa 'Saúde respiratória e do pulmão', da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). O resultado preocupa a classe médica. Se não tratada, a doença se agrava e pode levar à morte.
Se por um lado, a conclusão do estudo mostra que o brasileiro não conhece bem o mal, 67% dos entrevistados acertaram ao relacionar a doença ao frio.
Em baixas temperaturas, há mais aglomerações e isso ajuda a disseminação de bactérias e vírus, deixando as pessoas mais susceptíveis a gripes e resfriados, que, por sua vez, enfraquecem as defesas do organismo, abrindo as portas para a bactéria que causa o tipo mais comum de pneumonia, a estreptococos pneumonia.
Segundo Fernando Lundgren, pneumologista e diretor da SBPT, a pneumonia tem sintomas parecidos com os da gripe, e isso leva as pessoas a não atentarem para a gravidade do caso. "Tosse, febre e catarro, aparecem em ambos casos. Mas se a temperatura alta não cessar em até 4 dias é sinal de que as defesas do organismos estão baixas, aumentando a chance desta pessoa pegar pneumonia", afirma.
(Fonte: Meia Hora)
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Quatro em cada dez brasileiros não sabem quais os sintomas da pneumonia. O dado faz parte da pesquisa 'Saúde respiratória e do pulmão', da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). O resultado preocupa a classe médica. Se não tratada, a doença se agrava e pode levar à morte.
Se por um lado, a conclusão do estudo mostra que o brasileiro não conhece bem o mal, 67% dos entrevistados acertaram ao relacionar a doença ao frio.
Em baixas temperaturas, há mais aglomerações e isso ajuda a disseminação de bactérias e vírus, deixando as pessoas mais susceptíveis a gripes e resfriados, que, por sua vez, enfraquecem as defesas do organismo, abrindo as portas para a bactéria que causa o tipo mais comum de pneumonia, a estreptococos pneumonia.
Segundo Fernando Lundgren, pneumologista e diretor da SBPT, a pneumonia tem sintomas parecidos com os da gripe, e isso leva as pessoas a não atentarem para a gravidade do caso. "Tosse, febre e catarro, aparecem em ambos casos. Mas se a temperatura alta não cessar em até 4 dias é sinal de que as defesas do organismos estão baixas, aumentando a chance desta pessoa pegar pneumonia", afirma.
(Fonte: Meia Hora)
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Pneumonia é uma coisa muito séria
Valorização do mínimo reduziu desigualdade
O crescimento econômico do Brasil na última década permitiu que grande parcela da força de trabalho saísse da pobreza e passasse ao nível inferior da pirâmide ocupacional (ganhos de até 1,5 salário mínimo).
Dessa forma, a política de valorização real do salário mínimo reduziu a desigualdade da renda do trabalho, fato inédito nas últimas décadas.
Essas conclusões estão em um estudo divulgado pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. O Comunicado do Ipea nº 104 Natureza e dinâmica das mudanças recentes na renda e na estrutura ocupacional brasileiras cobre um período de 50 anos, abrangendo as transformações na estrutura social brasileira.
Nos primeiros 10 anos do século 21, foram gerados mais postos de trabalho do que em qualquer período das últimas cinco décadas. Os empregos criados a partir de 2000 superam em 44% a quantidade registrada nos anos 1990. 95% das ocupações abertas tinham remuneração de até 1,5 salário mínimo.
"Tivemos uma ampliação do número de postos de trabalho com salário menor, em torno do salário mínimo. O salário mínimo teve recuperação real, permitindo que os trabalhadores deixassem a pobreza", afirmou Pochmann.
A participação do rendimento do trabalho na renda nacional aumentou 14,8% entre 2004 e 2010. No mesmo período, o nível de desigualdade de renda caiu 10,7%. Na década de 1970, época do “milagre brasileiro”, a desigualdade entre os salários havia crescido quase 22%.
A concentração das novas vagas de trabalho no setor de serviços, com baixa remuneração, impediu, no entanto, que houvesse também crescimento nas faixas médias do mercado de trabalho. A proporção das ocupações com renda superior a três mínimos saiu de 28,7% para 16,4% entre 2000 e 2009.
(Fonte: Anfip)
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Até breve...muito breve! /*-*/
Dessa forma, a política de valorização real do salário mínimo reduziu a desigualdade da renda do trabalho, fato inédito nas últimas décadas.
Essas conclusões estão em um estudo divulgado pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann. O Comunicado do Ipea nº 104 Natureza e dinâmica das mudanças recentes na renda e na estrutura ocupacional brasileiras cobre um período de 50 anos, abrangendo as transformações na estrutura social brasileira.
Nos primeiros 10 anos do século 21, foram gerados mais postos de trabalho do que em qualquer período das últimas cinco décadas. Os empregos criados a partir de 2000 superam em 44% a quantidade registrada nos anos 1990. 95% das ocupações abertas tinham remuneração de até 1,5 salário mínimo.
"Tivemos uma ampliação do número de postos de trabalho com salário menor, em torno do salário mínimo. O salário mínimo teve recuperação real, permitindo que os trabalhadores deixassem a pobreza", afirmou Pochmann.
A participação do rendimento do trabalho na renda nacional aumentou 14,8% entre 2004 e 2010. No mesmo período, o nível de desigualdade de renda caiu 10,7%. Na década de 1970, época do “milagre brasileiro”, a desigualdade entre os salários havia crescido quase 22%.
A concentração das novas vagas de trabalho no setor de serviços, com baixa remuneração, impediu, no entanto, que houvesse também crescimento nas faixas médias do mercado de trabalho. A proporção das ocupações com renda superior a três mínimos saiu de 28,7% para 16,4% entre 2000 e 2009.
(Fonte: Anfip)
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Música reduz dor e ansiedade em pacientes com câncer
Escutar música ou tocar um instrumento pode reduzir dor e ansiedade em pacientes sofrendo de câncer. Essa descoberta foi feita através de uma revisão de mais de 30 pesquisas, realizada por estudiosos em uma universidade americana, a Drexel University.
De acordo com o pesquisador Joke Bradt, a musicoterapia funciona porque a música pode distrair e relaxar os pacientes, ajudando-os a lidar com os efeitos colaterais do tratamento contra a doença. A música auxilia também na comunicação entre pacientes e suas famílias, já que muitas vezes é difícil para essas pessoas explicarem o que estão sentindo.
“Em uma sessão de musicoterapia, você é capaz selecionar uma música que pode explicar perfeitamente o que você está tentando dizer a esse paciente”, explica Bradt.
Apesar de os resultados da revisão serem positivos, ainda é necessário que pesquisas mais profundas sejam feitas nessa área.
O estudo foi publicado na edição de agosto da Cochrane Database of Systematic Reviews.
(Fonte: Uol)
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De acordo com o pesquisador Joke Bradt, a musicoterapia funciona porque a música pode distrair e relaxar os pacientes, ajudando-os a lidar com os efeitos colaterais do tratamento contra a doença. A música auxilia também na comunicação entre pacientes e suas famílias, já que muitas vezes é difícil para essas pessoas explicarem o que estão sentindo.
“Em uma sessão de musicoterapia, você é capaz selecionar uma música que pode explicar perfeitamente o que você está tentando dizer a esse paciente”, explica Bradt.
Apesar de os resultados da revisão serem positivos, ainda é necessário que pesquisas mais profundas sejam feitas nessa área.
O estudo foi publicado na edição de agosto da Cochrane Database of Systematic Reviews.
(Fonte: Uol)
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Velhice é doença?
Outro dia fui surpreendido por menção à “medicina antienvelhecimento”. Conheço tratamentos antiproblemas que precisamos combater: anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, antipsicóticos, antidiabéticos... A lista dos anticoisas que queremos combater é grande. Mas queremos combater o envelhecimento?
Lembro do meu pai dizendo que envelhecer é bom, ruim é não envelhecer: morrer antes de chegar à velhice...
Em meu trabalho assistindo pessoas, sua saúde e doenças, encontro formas diferentes de envelhecer. Muitos chegam a esta fase preparados, tendo estabelecido condições e hábitos que lhes permitem obter satisfação e ser felizes nesta fase da vida. Outras não.
Ouso dizer que a primeira condição para envelhecer bem é aceitar a velhice como algo normal, uma nova fase na vida, que pode ser bem vivida. Ser velho não é pejorativo. Pode ser vantagem. Evita-se o termo e chamam velho de “melhor idade”, “idade de ouro”, “sênior”, e outros eufemismos. Aí já se diz que velhice é ofensivo. Será?
Como é então envelhecer bem?
É preciso chegar a esta fase com boa saúde física. Isto se prepara ao longo da vida, com hábitos saudáveis, atividades física e intelectual permanentes, identificação de fatores de risco e sua remoção ou redução sempre que possível. Envolvimento familiar e social com laços afetivos é relevante.
A relação com o trabalho importa; o que fazer quando parar ou diminuir?
Os que pior vivem, em geral, depois de se aposentarem são aqueles que não tinham outros interesses em paralelo, ficaram sem objetivos ao interromper a rotina.
Acompanho pessoas com mais de 80, até 90 anos, que mantêm uma vida que as satisfaz através do equilíbrio de ocupações físicas, mentais e sociais. Absorver as progressivas perdas que caracterizam esta fase é um dos segredos: perdem-se pessoas, diminuem sentidos, força, trabalho, dinheiro... Vejo que vão melhor os que aceitam, absorvem e se adaptam às características da fase do que os que lutam contra ela.
Sêneca escreveu sobre o assunto mostrando vantagens da velhice. Mas há quem diga que a calma e a tranquilidade que se obtém devem-se à queda das energias que lhes permitiam excessos quando jovens...
Um cirurgião cardíaco paulista, perguntado sobre parar de trabalhar quando chegou aos 70 anos, respondeu que seus clientes é que decidiriam a sua aposentadoria: quando deixarem de procurá-lo, esta será a hora de parar. A boa relação com o trabalho, a sintonia com o que se faz e o reconhecimento obtido também somam para um bom envelhecimento.
Começamos a envelhecer ao nascer. É inevitável e inexorável. Aceitar e estar preparado é o que vai fazer com que seja mais ou menos fácil. A gente envelhece como vive. Quem vive bem envelhecerá bem. Quem não aceitar, lutar contra, poderá sofrer decepções.
Ruim mesmo é não envelhecer. (Flavio José Kanter - Zero Hora)
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