terça-feira, 23 de agosto de 2011

Razão e emoção: como fica a cabeça do investidor

Como fica a cabeça do pequeno investidor diante do cenário atual? É possível driblar o emocional e agir de forma racional em épocas assim?

“De maneira geral, o pequeno investidor tem menor conhecimento e organização em seus investimentos, fatores que potencializam o estresse na tomada de decisão”, afirma o educador financeiro Mauro Calil, fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil.

Racional x emocional

Manter-se informado sobre os acontecimentos do mercado é de extrema importância para saber o que é melhor fazer e quais decisões tomar em momentos de incertezas. Na teoria, parece simples, mas na prática...

Segundo explica a doutora em psicologia econômica Vera Rita de Mello Ferreira, no livro A Cabeça do Investidor, além de alimentar o lado racional com informações técnicas, é preciso equilibrá-lo com o lado emocional, já que “sempre somos guiados por um forte motivador de natureza emocional” em todos os aspectos de nossa vida, incluindo investimentos.

E são as emoções que interferem na capacidade de percepção, distorcendo os fatos sem que a pessoa se dê conta disso, pois permanecem no inconsciente.

Driblando o emocional, de olho na oportunidade

De acordo com Mauro Calil, algo que todo investidor sabe, ou pelo menos deveria saber, é que se ganha dinheiro na bolsa comprando na baixa e vendendo na alta. Portanto, tendo esta certeza, o cenário de queda mostra-se como oportunidade de aporte e não de retirada.

“Basta seguir o jargão com moderação, ou seja, não se deve despejar as economias de uma vida em investimento algum (bolsa ou não) somente pela crença de que é um momento certo”, ensina. “Mas, sim, deve-se aproveitar o momento para aportar pequenas quantias que poderão se transformar em volumes substancialmente maiores em 2 ou 3 anos”, completa.

E o pequeno investidor que já está na bolsa, o que deve fazer?
Segundo o planejador financeiro, antes de tomar qualquer atitude, deve analisar alguns fatores:

1- A soma que está na bolsa representa quanto de seu patrimônio investido?

2- Está no lucro ou no prejuizo?

3- Qual o tamanho do lucro ou prejuizo?

4- Há necessidade imediata de retirada destes recursos?

5- O investidor acredita ou não em uma recuperação das cotações de seus ativos?

Com estas respostas pode-se tomar alguns caminhos, seja investindo mais, sacando tudo ou sacando parcialmente.

Para os mais aflitos, segundo Vera Rita, a dica do saque parcial pode ser vantajosa, pois dá um alívio imediato e ainda fornece a oportunidade de acompanhar o mercado parte do recurso como informação e conhecimento.

Para Mauro Calil, a decisão final deve ser tomada com base no plano financeiro pessoal e não somente olhando o sobe e desce dos ativos. “Quedas são normais e saudáveis para quem pratica tecnicas como a do rebalanceamento entre renda fixa e renda variável, por exemplo”.

Fugindo da manada

Paradoxalmente, os momentos mais adequados para entrar no mercado são justamente aqueles em que todos estão fugindo da bolsa. Segundo Vera Rita, são nessas épocas de incertezas que os amadores caem fora que a oportunidade pode ser boa para quem conseguir se segurar no mercado.

“Em épocas assim, quando as pessoas estão aflitas, apreensivas e amargando prejuízos, vale tentar ir contra a manada”, afirma.

Para a psicóloga, no entanto, não adianta comprar só porque estão dizendo que a época é de oportunidade. A dica é válida não só para quem está fora do mercado, como também para quem já está na bolsa. “Se investidor sabe que não tem estômago nem coração para aguentar períodos como esse, é melhor cair fora”.

Segundo a psicóloga, são nas épocas de incertezas que o investidor conhece seu real perfil de investimento. “Na hora dos lucros, todos se consideram agressivos, até vir a primeira queda”.
(Fonte: InfoMoney)

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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aposentadoria: Sete anos mais longe


Governo quer ampliar tempo de contribuição para acabar com fator previdenciário.

Entidades de trabalhadores, aposentados e especialistas em previdência são contra o estudo do governo que pretende aumentar o tempo mínimo de contribuição para os trabalhadores que se aposentam pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Com a mudança, o tempo de contribuição das mulheres, que hoje é de 30 anos, passaria para 37 anos, enquanto os homens pulariam de 35 anos de contribuição para 42 anos, de acordo com o Ministério da Previdência.

O governo acredita que esta é a solução para o fim do fator previdenciário - índice que atua como um desconto no valor do benefício.

"O fator previdenciário é pago pelo aposentado. Quem ganha, por exemplo, R$ 500 de aposentadoria recebe apenas R$ 420 porque os outros R$ 80 ficam com a Previdência Social. A luta dos aposentados é para que esse índice acabe, mas se isso acontecer quem acabará pagando a conta será o próprio trabalhador, que terá que contribuir por muito mais tempo", opina o economista do Conselho Regional de Economia do DF (Corecon), Felipe Ohana.

OPÇÕES

O presidente da Central Única dos Trabalhadores do DF (CUT-DF), José Eudes Oliveira, acredita que aumentar o tempo de contribuição não é a única opção. "Basta intensificar a fiscalização dos agentes públicos e das empresas sonegadoras, que recolhem a contribuição do trabalhador e não repassam para a Previdência, para compensar o fim do fator previdenciário", explica.

Segundo o secretário-geral da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Moacir Meirelles, até maio deste ano o caixa do Ministério da Previdência era de R$ 11 bilhões. "Não justifica aumentar o tempo de contribuição".
(Fonte: Sheila Oliveira - Jornal de Brasília)

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Controle de consumo de sal pode reduzir número de óbitos

A quantidade de sal consumida atualmente pela população brasileira é alarmante. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os adolescentes do país consomem 70% de sal a mais do que o limite recomendável de 2,300 mg por dia. Os homens entre 19 e 59 anos ultrapassam esse número em 88,7% e as mulheres em 69,7%.

O excesso de sal pode levar ao desenvolvimento de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares e renais. Essas condições são particularmente perigosas por progredirem silenciosamente e serem de difícil diagnóstico, sendo muitas vezes identificadas somente em estágios avançados.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), se as pessoas adaptassem o seu consumo de sal às recomendações médicas, haveria uma redução considerável no número de mortes causadas a cada ano por doenças cardiovasculares. Atualmente, essas condições provocam 315 mil óbitos anuais.

Uma das maiores preocupações dos médicos são os alimentos industrializados. De acordo com Carlos Alberto Machado, porta-voz da SBC, “a SBC se aliou à Anvisa para que os fabricantes de alimentos industrializados sejam obrigados a divulgar nos rótulos das embalagens alertas sempre que o produto tiver quantidade elevada de gordura saturada, gordura trans, sódio e açúcar”. Por decisão judicial, essas medidas estão temporariamente impedidas. A organização espera que em breve elas sejam validadas.

A redução da quantidade de sal usada nas receitas não afeta o sabor do alimento, fato que foi debatido em reunião com o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (ABRASEL). “Sabemos que não há necessidade de tanto sal nos alimentos, tanto que em recente reunião com o ABRASEL, os representantes da entidade confirmaram que há uma tendência entre os associados a reduzirem o uso do sal nos alimentos servidos. Eles comprovaram que uma redução de 20% do nível de sódio não afeta nem o sabor nem a qualidade dos mesmos, que continuam tendo plena aceitação dos consumidores”, completa Machado.

Dessa forma, parece não haver motivos para o excesso de sal nos alimentos. O controle do consumo desse alimento é um passo importante para a prevenção de doenças e a manutenção da boa qualidade de vida em todo o país.
(Fonte: DOC Press 10 de agosto de 2011)

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Como lidar com o impulso consumista

Além do novo cenário econômico, no qual ganhamos poder de consumo, há a questão do estímulo generalizado pela mídia. A receita é organizar o orçamento e planejar.

Nos dias atuais, mal satisfazemos uma vontade, um desejo e já arrumamos outro. O desejo pela aquisição de um determinado produto ou serviço pode ser mais ou menos relevante em relação a outro, mas a necessidade de comprar, de adquirir e conquistar estão sempre presentes e elas podem servir de motivação ou virar frustrações, quando não saciadas.

Nesse sentido, a organização do orçamento familiar, além de ajudar na saúde financeira da família, pode evitar frustrações.

Dificuldade de organização

Segundo a psicóloga Aridinéa Vacchiano, as famílias têm dificuldade em realizar o orçamento familiar por questões culturais. "A estabilidade da nossa moeda é algo recente. Até então não se tinha o hábito de pensar no futuro, pois não havia a garantia do retorno gerando uma ansiedade grande e uma necessidade de se tirar proveito máximo do momento presente", comenta.

Para a profissional, além do novo cenário econômico há a questão do consumismo, estimulado o tempo todo pela da mídia. Tal combinação não favorece a organização do orçamento familiar e tampouco o planejamento.

Frustração

A viagem tão sonhada, o carro novo, a reforma da casa ou a compra de um eletrônico. Nada disso foi possível de ser realizado, ou pior, até foi concretizado, mas, agora, a família carrega dezenas de parcelas e vive com a corda no pescoço, pois a renda da casa não dá conta de pagar todas as dívidas. Situações assim são frustrantes.

"Hoje, a frustração é algo insuportável, pois o tempo todo nos dizem que podemos comprar na hora que queremos. O crédito está ao alcance de todos de maneira facilitada. As pessoas são criadas achando que podem tudo. Os pais querem dar tudo aos filhos", afirma Maria Angélica, coordenadora de psicologia da Unisuam.

Angélica chama atenção para o fato de que, em geral, as pessoas sentem mais a frustração quando percebem que não podem pagar as dívidas assumidas. "É a dívida que gera o estresse, é quando a pessoa se dá conta dos exageros", comenta.

Motivação

E é justamente o estresse que pode se tornar um fator motivador. A pessoa vive uma tensão e por meio dela busca soluções, motivos para reverter situações não confortáveis. Em geral, a palavra estresse carrega sentimentos negativos, mas sendo uma tensão controlável é possível transformar a ansiedade e gerar mudança de comportamento.

Foi o que aconteceu com o universitário Paulo Renato Teixeira. "Sempre vi meu irmão mais velho poupando e abrindo mão de certas coisas para juntar dinheiro para comprar seu próprio carro. Quando ele fez 18 anos, comprou um. Eu não era assim. Torrava todo o dinheiro do estágio e da mesada", comenta.

Renato dependia da boa vontade dos pais para poder sair de carro. "Quando me vi nessa situação tive um misto de sentimentos: inveja, raiva e frustração. Me senti infantil. Depois que assimilei a situação resolvi mudar. Comecei a juntar e pensar nos gastos. Como o estágio de engenharia remunera bem melhor que o da época da escola consegui juntar uma grana e dei uma boa entrada. Estou de carro, claro, com parcelas, mas a serem pagas em um prazo não muito longo", conta orgulhoso.

Mas para Aridinéa, o caso do estudante é raro. A profissional acredita que a frustração provoca uma crença negativa. "É difícil uma pessoa vencer uma frustração sozinha, pois ela passa a crer realmente que é incapaz de conseguir. Com um acompanhamento profissional será mais fácil reprogramar esse sentimento, ficará mais fácil para o paciente se enxergar sob outra ótica, mais positiva", orienta a psicóloga.
(Fote: Previ)

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A soja pode mesmo melhorar os sintomas da menopausa?

Nós temos conhecimento que para 25% das mulheres a menopausa pode até passar despercebido não fosse a sua associação com a interrupção das menstruações. Para outros 25% delas a transição é um verdadeiro suplício. Nada acalma os sintomas.

O sono se torna leve e fragmentado, o humor depressivo e as ondas de calor muito frequentes e insuportáveis. Nesses casos, o único recurso capaz de aliviar os sintomas é o uso de medicamentos a base de hormônio feminino. Os 50% restantes de mulheres tem sintomas de intensidade variável, geralmente de leve a moderada, com duração de cerca de um ano após a última menstruação.

A grande polêmica a cerca dos efeitos de certos medicamentos no combate aos sintomas do climatério ocorre justamente nesse grupo de mulheres. Nelas, os resultados dos trabalhos científicos ora revelam efeito benéfico, ora nenhum efeito dos vários medicamentos candidatos. Entre eles, liderando as pesquisas, estão as isoflavonas, substâncias derivadas da soja e muito parecidas com o hormônio feminino em sua estrutura química.

Há mais de uma década, as primeiras pesquisas com os derivados da soja nos encheram de esperanças. Elas revelavam que as isoflavonas poderiam reduzir a incidência dos fogachos em até 60% das mulheres, valor esse muito próximo dos 80% observados com o uso do hormônio feminino e muito superior aos 20% alcançados com o placebo (cápsula sem o medicamento). Entretanto, ano após ano, os novos estudos não conseguiram reproduzir os efeitos brilhantes dos primeiros.

O mais recente estudo que analisou os efeitos das cápsulas de isoflavonas acaba de ser publicado na revista Archives of Internal Medicine. Foram avaliadas 126 mulheres, metade usando placebo e a outra metade usando cápsulas de isoflavonas. Analisados os dois grupos, não foi encontrada diferença significativa nas densitometrias que medem a massa óssea, nem houve diferença na melhora dos fogachos entre as mulheres usando placebo ou isoflavona.

O que vem sendo comprovado mais e mais em estudos recentes retira de nós toda esperança de havermos encontrado um estrogênio natural e isento dos riscos de câncer ginecológico já bem documentado com a reposição hormonal. As isoflavonas parecem agir como qualquer placebo, ou seja, atuam em 30% das pacientes, que melhoram seus sintomas.

Mas, na verdade, essa melhora poderia ocorrer naturalmente, sem nenhum medicamento ser usado, pois as oscilações dos sintomas climatéricos ocorrem com ou sem medicamentos. Além disso, essa melhora poderia também ocorrer com qualquer outro componente usado como placebo, vitaminas por exemplo.
(Fonte: Uol.com)

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sete medidas para evitar Alzheimer

Pesquisadores afirmam que, entre outros fatores, está o combate à depressão e a melhoria no nível de educação.

Pesquisadores americanos divulgaram a lista de sete medidas que poderiam evitar milhões de casos do mal de Alzheimer em todo o mundo.

Os sete fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.

De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, a metade dos casos da doença no mundo se devem a falta destas medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.

Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.

Causas
As causas do mal de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários fatores estão ligados à doença, incluindo fatores genéticos, idade e estilo de vida.

Pesquisas já realizadas mostraram que vários fatores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de atividade física, estímulo mental e dieta.

Mas, até o momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar o Alzheimer modificando algum destes fatores de risco.

Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos do Alzheimer no mundo todo.

Com este modelo, os cientistas calcularam a porcentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de atividade física.

Os resultados mostraram que a metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes fatores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.

Educação
O fator que parece causar a maior porcentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de atividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).

Juntos, estes sete fatores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença.

'Nos surpreendeu descobrir em nosso modelo que os fatores de estilo de vida, como o baixo nível educacional, falta de atividade física e tabagismo parecem contribuir para um número maior de casos de Alzheimer do que as doenças cardiovasculares', disse Deborah Barnes, que liderou o estudo.

'Mas isto sugere que mudanças relativamente simples no estilo de vida podem ter um impacto dramático no número de casos de Alzheimer no decorrer do tempo', acrescentou.

A pesquisadora destacou, no entanto, que estes são apenas cálculos matemáticos e serão necessários estudos mais amplos em várias populações para comprovar estes dados.

Mesmo assim, segundo os pesquisadores, estes cálculos são uma 'suposição importante ' e qualquer coisa que ajude a evitar a grande carga que esta doença significa para os serviços de saúde é positiva.
(Fonte: Portal G1)

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Aposentadoria sem apuros

Veja os 15 erros mais comuns apontados por eles.

1 - Acreditar que todo o dinheiro da aposentadoria tem que estar "seguro".

É arriscado colocar todos os ovos em uma única cesta, ou seja, aplicador tudo na poupança. O ideal é diversificar os investimentos, mesmo que as aplicações sejam conservadoras, como renda fixa e planos de previdência.

2 - Achar que contratar um plano VGBL ou PGBL resolverá tudo.
Há bancos ou seguradoras que cobram taxas abusivas. É preciso verificar se, depois de descontado todas as cobranças sobre o investimento, o retorno será o esperado. É importante lembrar do pagamento do imposto de renda.

3 - Escolher plano de previdência com renda vitalícia ou por prazo determinado.
É aconselhável optar pela modalidade de renda em forma de percentual do saldo poupado. Ou seja, ao atingir a idade da aposentadoria, a renda será proporcional ao saldo que foi acumulado.

4 - Achar que ainda é cedo para pensar em aposentaria ou a enxergar como o fim da linha.
Quanto mais cedo se começa a poupar, menos será preciso desembolsar mensalmente. O pensamento de que aos 65 anos o fim estará próximo é herança de quando a expectativa de vida era baixa.

5 - Comprar um imóvel para receber aluguel na aposentadoria.
O imóvel requer gastos com manutenção, sofre depreciação e o reajuste do aluguel normalmente não acompanha a valorização do mercado. Além disso, não tem liquidez: não se pode vender uma fração frente à uma necessidade.

6 - Não ter fundo de emergência pode antecipar o uso da aposentadoria.
Tenha um orçamento financeiro que contemple as despesas fixas e as variáveis, uma cota para "sonhos" e uma outra para imprevistos. Caso um fato modifique essa estrutura, seja para pior ou melhor, refaça as contas.

7 - Não aceitar queda temporária no padrão de vida.
Ao sair de casa, seja para casar ou morar sozinho, muitos jovens não encaram a queda do padrão de vida que tinham ao viver com os pais. Em resposta às pressões sociais, acabam usando boa parte da renda para manter esse patamar.

8 - Comprar um imóvel de forma precipitada.
Muitos acham que os filhos têm de sair de casa só quando puderem comprar o bem. Se a renda do jovem não for alta, terá de financiar o imóvel por um longo prazo. E, se estiver em ascensão profissional, perderá a mobilidade de mudar de emprego.

9 - Crer que está tarde demais para planejar a aposentadoria.
Quem está na reta final para deixar de trabalhar (menos dez anos) e ainda não tem recursos para o futuro, deve prolongar a carreira ou se profissionalizar como investidor para acelerar a formação de poupança.

10 - Não refazer os cálculos depois de o INSS anunciar mudanças.
No início do planejamento é aconselhável procurar o INSS e se inteirar das atuais regras. E, a partir de então, refazer as contas diante de qualquer alteração. O atual teto para o INSS é de R$3.691,74.

11 - Colocar todas as economias nas ações ou em fundos de pensão da empresa onde trabalha.
Por mais que se goste e acredite na empresa onde se trabalha, nunca deve-se concentrar sua aposta. Se a empresa quebrar, você não terá a quem recorrer para recuperar o dinheiro perdido.

12 - Resgatar os recursos do fundo de pensão quando se desliga da empresa
Ao retirar o dinheiro cedo demais, não se aproveita o benefício tributário, por meio do qual a alíquota do IR cai com o tempo. Pode se optar pela portabilidade para outro fundo de pensão ou para um fundo de previdência aberta.

13 - Calcular que as despesas após a aposentadoria serão menores.
Especialistas se divergem sobre a teoria de que a pessoa deve almejar uma renda de pelo menos 65% a 70% da renda do ápice da carreira. O consumo com lazer e saúde podem requerer uma renda maior do que exigem no presente.

14 - Preferir consumir do que fazer poupança por considerá-la privação de felicidade.
A turbulenta história brasileira criou uma série de "vícios". Entre eles, o imediatismo que mina a capacidade de poupança. Pessoas continuam deixando de poupar, mas tudo é questão de equilíbrio.

15 - Usar o dinheiro da poupança para outros fins.
Não o use mesmo tendo a crença que pegou, temporariamente, o dinheiro "emprestado" de sua própria poupança. Mas, no caso de endividamento, leve em conta os benefícios de não desperdiçar o seu dinheiro com juros

(Fonte: Cristiano Brasil, Gustavo Cerbasi, Lilian Gallagher, Reinaldo Domingos e Paola Carvalho - Folhapress)

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