Sinal de alerta para a pneumonia
Quatro em cada dez pessoas não sabem a que médico recorrer no caso de pneumonia. Apesar de a doença ser um dos principais motivos de internação hospitalar pelo Sistema Único de Saúde e ter sido responsável pela morte de 45.500 pessoas no País em 2009, a população pouco conhece suas causas, agravantes e sintomas.
É o que revela a pesquisa “Saúde respiratória e do pulmão”, feita pelo Instituto Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Dos 2.242 brasileiros entrevistados em 143 municípios e pertencentes a todas as classes sociais, a grande maioria (2.147 pessoas) já tinha ouvido falar da pneumonia, doença caracterizada pela infecção ou inflamação dos pulmões e causada por diferentes agentes, sobretudo bactérias.
No grupo dos que disseram conhecer a doença, porém, 23% não souberam identificar nenhum sintoma e 67% apontaram como causa da pneumonia o clima frio ou úmido, o que não está diretamente relacionado à enfermidade.
Uma mudança brusca no clima pode favorecer a propagação de viroses, que comprometem a imunidade do indivíduo, abrindo caminho para a instalação das bactérias da pneumonia. Por isso, a vacinação contra gripe comum é tida como prevenção contra o surgimento da infecção nos pulmões, principalmente para os idosos.
O desconhecimento ou a falta de informações frequentemente retarda a ida ao médico, o que agrava o quadro de saúde do paciente, dizem os médicos.
“Quanto mais se atrasa o tratamento, maior o risco de surgirem complicações, como o derrame pleural, a insuficiência respiratória e a necessidade de longos períodos de internação”, explica a pneumologista Ana Luisa Godoy Fernandes, diretora da SBPT.
Segundo a médica, o tratamento precoce faz com que os índices de sucesso do tratamento sejam muito bons. Daí a importância de esclarecimentos, desfazendo mitos que distorcem a realidade, e da rapidez de diagnóstico.
A principal diferença de sintomas entre a gripe comum e a pneumonia é que esta provoca dor torácica constante, que é agravada quando o paciente inspira profundamente. A febre da pneumonia também é mais alta do que a febre gripal. Enquanto o gripado tem febre de até 37,5 graus, o paciente de pneumonia atinge até 39.
Ana Luisa também aponta a presença de confusão mental, principalmente entre os idosos, como um dos sinais da pneumonia. Sintomas comuns entre a pneumonia e a gripe são o cansaço, a tosse, o mal-estar e a congestão nasal.
Para a pneumologista Maria Alenita Oliveira, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, quando os sintomas da gripe não cessam após uma semana, trata-se de um sinal que indica o possível surgimento da pneumonia. “A falta de ar também pode ser um sinal de uma infecção bacteriana como a pneumonia”, diz.
Existem pneumonias bacterianas (não transmissíveis) e virais, mais raras e com evoluções mais rápidas. Segundo Ana Luisa, os tratamentos disponíveis para as pneumonias bacterianas são mais eficientes.
(Fonte: Jornal da Tarde)
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Sinal de alerta para a pneumonia
Sinal de alerta para a pneumonia
Quatro em cada dez pessoas não sabem a que médico recorrer no caso de pneumonia. Apesar de a doença ser um dos principais motivos de internação hospitalar pelo Sistema Único de Saúde e ter sido responsável pela morte de 45.500 pessoas no País em 2009, a população pouco conhece suas causas, agravantes e sintomas.
É o que revela a pesquisa “Saúde respiratória e do pulmão”, feita pelo Instituto Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Dos 2.242 brasileiros entrevistados em 143 municípios e pertencentes a todas as classes sociais, a grande maioria (2.147 pessoas) já tinha ouvido falar da pneumonia, doença caracterizada pela infecção ou inflamação dos pulmões e causada por diferentes agentes, sobretudo bactérias.
No grupo dos que disseram conhecer a doença, porém, 23% não souberam identificar nenhum sintoma e 67% apontaram como causa da pneumonia o clima frio ou úmido, o que não está diretamente relacionado à enfermidade.
Uma mudança brusca no clima pode favorecer a propagação de viroses, que comprometem a imunidade do indivíduo, abrindo caminho para a instalação das bactérias da pneumonia. Por isso, a vacinação contra gripe comum é tida como prevenção contra o surgimento da infecção nos pulmões, principalmente para os idosos.
O desconhecimento ou a falta de informações frequentemente retarda a ida ao médico, o que agrava o quadro de saúde do paciente, dizem os médicos.
“Quanto mais se atrasa o tratamento, maior o risco de surgirem complicações, como o derrame pleural, a insuficiência respiratória e a necessidade de longos períodos de internação”, explica a pneumologista Ana Luisa Godoy Fernandes, diretora da SBPT.
Segundo a médica, o tratamento precoce faz com que os índices de sucesso do tratamento sejam muito bons. Daí a importância de esclarecimentos, desfazendo mitos que distorcem a realidade, e da rapidez de diagnóstico.
A principal diferença de sintomas entre a gripe comum e a pneumonia é que esta provoca dor torácica constante, que é agravada quando o paciente inspira profundamente. A febre da pneumonia também é mais alta do que a febre gripal. Enquanto o gripado tem febre de até 37,5 graus, o paciente de pneumonia atinge até 39.
Ana Luisa também aponta a presença de confusão mental, principalmente entre os idosos, como um dos sinais da pneumonia. Sintomas comuns entre a pneumonia e a gripe são o cansaço, a tosse, o mal-estar e a congestão nasal.
Para a pneumologista Maria Alenita Oliveira, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, quando os sintomas da gripe não cessam após uma semana, trata-se de um sinal que indica o possível surgimento da pneumonia. “A falta de ar também pode ser um sinal de uma infecção bacteriana como a pneumonia”, diz.
Existem pneumonias bacterianas (não transmissíveis) e virais, mais raras e com evoluções mais rápidas. Segundo Ana Luisa, os tratamentos disponíveis para as pneumonias bacterianas são mais eficientes.
(Fonte: Jornal da Tarde)
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Endividamento das famílias entre os menores do mundo
Endividamento das famílias entre os menores do mundo
O endividamento das famílias brasileiras é um dos menores do mundo, de acordo com um levantamento do Ministério da Fazenda, baseado em dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Banco Central.
Em sua 8ª edição, o estudo Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado na última quinta-feira (21), mostrou que o endividamento das famílias em crédito imobiliário e consumo representa 29,3% da renda familiar. Os valores considerados na pesquisa são de 2008.
Outros países
Depois do Brasil, aparece no levantamento a Itália, onde 72,1% da renda das famílias está comprometida com dívidas imobiliárias e de consumo. Em seguida, aparecem Alemanha (98,3%), França (100,2%), Japão (127,7%), Estados Unidos (131,6%) e Canadá (141,6%).
O Reino Unido apresentou o maior percentual de endividamento: 181,4% da renda das famílias britânicas está comprometida com o pagamento do imóvel ou consumo cotidiano.
“Diferentemente dos países desenvolvidos, o nível de endividamento das famílias brasileiras em relação ao PIB do País se apresenta em níveis baixos e semelhantes aos dos países que compõem os BRICs”, afirma o estudo, em referência à sigla para Brasil, Rússia, Índia e China.
(Fonte: InfoMoney)
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Comprar ou alugar imóvel?
Comprar ou alugar imóvel?
Ideal é evitar armadilhas financeiras
O que é mais vantajoso: comprar ou alugar um imóvel? Para os especialistas ouvidos pela InfoMoney, mais do que responder a esta questão, o mais importante é livrar-se das armadilhas financeiras que as duas ações podem ter.
Por isso, é importante ficar atento à leitura dos contratos, de compra ou de aluguel, e às condições dos imóveis. E ainda adequar as suas necessidades à sua renda.
Perigos na hora da compra
Comprar um imóvel significa, para muitos brasileiros, comprometer a renda por um período muito longo. “Essa é a principal armadilha quando se pensa em comprar um imóvel: dar um passo maior do que as pernas”, afirma o educador financeiro Álvaro Modernell.
Ele reforça que o comprometimento da renda da família com o financiamento da casa não deve ultrapassar os 30%. Para o educador financeiro Mauro Calil, o importante é ficar atento aos juros desses financiamentos. “O preço pago pelo imóvel é aquele que sai do seu bolso”, afirma.
Para Calil, um imóvel anunciado por R$ 200 mil acaba saindo por R$ 400 mil com o financiamento. E quando o mutuário revende a unidade por R$ 400 mil, acredita que ganhou 200 mil. “No final das contas ele não ganhou nada”, conclui. Esse aumento no valor não deve-se, contudo, apenas aos juros, embora eles representem boa parte do preço que o consumidor paga.
O educador reforça que existem outros elementos que elevam a conta final. “Você vai pagar cartório, despesas ligadas à transação, taxas”, diz. “E antes de fechar o negócio, você já teve despesas com pessoal para analisar o contrato”. Entram na conta despesas com certidões, ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), registros e até taxa de avaliação.
A questão da valorização foi lembrada pelos especialistas. “A questão da localização do imóvel é importante, porque o bairro pode valorizar, mas também desvalorizar o imóvel”, afirma Modernell. “Essa é uma armadilha psicológica. As pessoas sempre pensam que o imóvel valoriza”, afirma Calil. “O que valoriza um imóvel é o desenvolvimento do bairro ao seu redor. Se este bairro já estiver formado, provavelmente seus preços já estão próximos do pico com baixo potencial de elevação”, explica o educador.
“Como todo contrato de longo prazo, existem riscos macros e familiares”, ressalta Modernell. Na esfera macro, a economia local pode não crescer como o esperado, impactando no mercado de trabalho e fazendo o mutuário ter menos crédito e, até, perder o emprego. Esses riscos, avalia o educador, devem ser levados em conta. “Se você fica sem pagar o financiamento, além da dívida, pode perder o imóvel”, conclui Calil.
Perigos na hora de alugar
Na hora de alugar um imóvel, as principais armadilhas financeiras podem estar nas contas feitas pelos inquilinos. “É preciso ponderar os gastos, que não são somente do aluguel”, afirma Modernell. Segundo ele, o mais importante é colocar tudo no papel, lembrando que o comprometimento da renda com a locação não deve ultrapassar os 30%.
Nessa conta, avalia o educador, devem entrar o valor do condomínio e o valor do estacionamento, caso o imóvel não tenha garagem.
Por isso, alerta Modernell, é importante avaliar o custo-benefício e adequá-lo às necessidades e ao bolso de quem procura um imóvel para alugar. Para ele, no fim das contas, deixar de ler atentamente o contrato pode ser uma das principais armadilhas na transação.
Todas as contas feitas pelos educadores não significam que comprar um imóvel seja menos vantajoso que alugar. Cada um deve pensar qual opção pode ser mais vantajosa de acordo com a situação econômica na qual se encontra.
“Quem não tem imóvel deve alugar de quem tem para morar. E quem não tem dinheiro deve alugar dinheiro de quem tem para satisfazer seu desejo de comprar”, afirmou Calil. “A cultura do brasileiro diz que aluguel é dinheiro jogado fora. Se você acredita nisso, então escolha o menor desperdício”, reforça. "Você pode ter seu imóvel. Escolha o caminho mais fácil para isso sem cair na armadilha das falsas crenças", ressalta Calil.
(Fonte: InfoMoney)
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Proteção dentro do prato
Proteção dentro do prato
Embora o funcionamento do sistema imunológico seja determinado geneticamente, existe um cuidado que os pais podem tomar para que ele funcione melhor: a alimentação. Alguns alimentos fornecem nutrientes que vão atuar nas células sanguíneas de defesa e assim torná-las mais eficientes. O chefe da unidade de Nutrologia do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ary Lopes Cardoso, explica que o metabolismo humano fabrica resíduos que precisam ser combatidos – os radicais livres – para que não interfiram na imunidade.
“Alguns combatentes são produzidos pelo próprio corpo, outros precisam ser ingeridos.”
Além da proteção imunológica que o sangue distribui para todo o corpo, existe outra no intestino, formada pela flora intestinal, que protege contra infecções no local. São bactérias benéficas que atuam contra organismos causadores de doenças. Cardoso recomenda que as crianças tomem iogurte que contém essas bactérias (probióticos), mas de preferência do tipo natural porque não tem conservantes e corantes como os industrializados.
O imunologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Nelson Augusto Rosário Filho diz que o ideal seria que as crianças comessem coalhada. “Os alimentos fermentados são bons para a defesa intestinal. Por isso que as crianças de antigamente, cerca de 40, 50 anos atrás, tinham menos infecções, porque o consumo de coalhada era comum, fora outros leites e derivados que fermentavam por falta de geladeira.”
(Fonte: Saúde-Gazeta do Povo)
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Prontas para a guerra
Prontas para a guerra
Para combater as doenças, o sistema imunológico das crianças precisa estar preparado. Nada de limpeza em excesso. Saiba o que os especialistas recomendam.
Quando seu filho entra sujo em casa, a reação imediata é mandá-lo direto ao banho, certo? Errado. A sujeira não faz tão mal à saúde quanto parece. Pelo contrário, se ela estiver contaminada com alguns vírus e bactérias, pode até fazer bem ao sistema imunológico infantil, responsável pela defesa do organismo. Ele funciona como um exército. Para ir à uma grande guerra, é necessário treinar antes com pequenas batalhas. Ou seja, precisa do contato com organismos menos perigosos para que esteja preparado para doenças mais graves. Mas como proporcionar isso?
O primeiro passo é não ter preocupação excessiva com higiene, como lavar as mãos a toda hora, impedir que a criança brinque em lugares abertos e usar todo tipo de aparelho para eliminar organismos do ar. Só deve haver exceção em casos de alergias. O excesso de limpeza faz com que as crianças entrem pouco em contato com micro-organismos e por isso o sistema imunológico não tenha linfócitos de memória – que são as células reserva de defesa. Segundo a médica e professora de Imunologia da Faculdade Evangélica do Paraná (Fepar) Rosaly Vieira dos Santos, essa ideia é conhecida como Teoria da Higiene. “Existem vários estudos sobre isso, alguns médicos concordam, outros não. Mas o certo é que a criança não pode viver em um ambiente extremamente limpo.”
Só que esta regra vale para depois dos 3 anos de idade porque até esta época o sistema imunológico está em formação e mais susceptível a doenças, já que os anticorpos provenientes da mãe – as chamadas imunoglobulinas G (IgG), que são derivadas dos linfócitos – permanecem no bebê apenas até os 7 meses de vida.
Portanto é a fase de se redobrarem os cuidados. “Se for atacado por um organismo como o vírus da hepatite, por exemplo, ficará mais debilitado do que o de uma criança com o sistema pronto”, explica o bioquímico e professor de Imunologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Sérgio Surugi de Siqueira.
A partir dos 3 anos a criança pode e deve brincar livremente e entrar em contato com várias outras crianças. “É até bom que ela pegue algumas doenças nessa época para preparar a imunidade para ataques futuros, já que algumas delas atingem com mais força a pessoa na vida adulta, como é o caso da caxumba”, diz Siqueira.
Contaminação
Durante a brincadeira existem duas formas de contato com micro-organismos: aqueles que estão presentes no ar ou em gotículas de saliva, como os vírus da gripe e da varicela, e os que estão no chão, como os vermes.
No primeiro caso, os pequenos contraem naturalmente em contato com o ambiente, com tudo que colocam a mão – inclusive brinquedos que outras crianças podem ter posto na boca – e por estar perto de adultos ou de outras crianças, o que pode provocar contaminação pela saliva. São essas pequenas infecções que vão fortalecer o sistema imunológico. Neste caso a higiene deve ser normal, lavar as mãos antes das refeições e depois de brincar, quando estiver muito suja. “Não há necessidade de lavar com sabonete desinfetante. Um comum, de preferência neutro, resolve”, diz Siqueira. Para ele, as crianças devem brincar soltas, como gostam de fazer, porque, além de ser uma questão de saúde, é também de socialização e é necessário para crescerem psicologicamente saudáveis.
No segundo caso, quando mexem com terra, grama ou animais que não estejam vermifugados, as crianças podem ser contaminadas por vermes. Mas eles não mudam em nada a defesa do organismo e podem ser contraídos diversas vezes durante a vida, o que não significa que os pais devem impedir o contato dos filhos com esses ambientes. “Para controlar a infecção por vermes, as crianças devem tomar vermífugos a cada seis meses. Mas o que ajuda o sistema imune são os vírus e bactérias presentes no ar e não os organismos que estão na terra”, diz o imunologista do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná Nelson Augusto Rosário Filho.
A assistente social Renata Tassi dos Santos é um exemplo de mãe que deixa o filho livre, não fica o tempo todo regulando o que ele faz. O pequeno Arthur, de 3 anos, brinca no chão, na grama e na areia sem nenhum cuidado excessivo. “Sei que ele precisa vivenciar isso, que vai fortalecer as defesas. Claro que não é tudo que deixo colocar na boca. Quando está muito sujo, eu tiro e explico o porquê”, conta. Até hoje ele nunca teve qualquer doença infecciosa grave, apenas as comuns, como dor de garganta e gripe.
Fora do padrão
O infectologista do Hospital Pequeno Príncipe Victor Horácio de Souza Castro Júnior diz que a regra geral da imunidade vale para crianças saudáveis, mas não para as que sofrem de alergias, doenças que afetam o sistema nervoso – como paralisia cerebral –, Síndrome de Down, crianças soropositivas ou que estão fazendo quimioterapia. Para estas os cuidados são diferentes. Nestes casos a limpeza excessiva é recomendada, porque o organismo está mais debilitado e não tem o mesmo potencial de defesa.
(Fonte: Saúde-Gazeta do Povo)
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Pais querem ensinar os filhos a guardar, mas não poupam
Pais querem ensinar os filhos a guardar, mas não poupam
Embora queiram que os filhos aprendam a poupar, poucas são as famílias preocupadas em controlar as despesas domésticas.
A conclusão consta na tese de doutorado "Procedimentos utilizados pelas famílias na educação econômica de seus filhos", defendida neste ano por Valéria Cantelli, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Para o trabalho, foi realizada pesquisa com uma amostra de 270 famílias de uma cidade da Região Metropolitana de Campinas, com pelo menos um filho com idades entre três e 16 anos.
"O cofrinho de moedas e a caderneta de poupança, por exemplo, visam à educação dos filhos, mas mesmo essas ações não chegam a assumir um caráter pedagógico: as crianças não participam de etapas importantes deste processo, como registrar as entradas ou doações, acompanhar a ida ao banco e conversar sobre a regularidade e o objetivo dos depósitos - ações que fazem parte da dinâmica de socialização e resultam em uma maior educação econômica", diz Valéria.
Banalização da dívida
Em vez de incentivarem a poupança, as famílias de todos os estratos de renda se empolgam pelo acesso fácil ao crédito, banalizando as dívidas, o que ocorre principalmente entre a classe média.
De acordo com a autora da tese, o crédito é a saída encontrada por muitos pais diante da pressão da publicidade e dos filhos, situação que piora quando analisado o fato de que os pais de hoje foram criados em um período de inflação, quando era impossível fazer qualquer planejamento financeiro.
"Eles não foram preparados para lidar de forma mais inteligente com o dinheiro e muitos se sentem despreparados para ensinar os filhos a enfrentar os apelos do consumismo. Isso resulta em uma lacuna preocupante na formação das novas gerações, que extrapola o âmbito econômico e alcança uma dimensão ética: ao vincular a felicidade à aquisição de bens, o modelo social atual atrela a construção da identidade de crianças e jovens à ideia de que para ser, precisam ter".
(Fonte:Flávia Furlan Nunes)
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Diagnóstico precoce é essencial para cura
Diagnóstico precoce é essencial para cura
Detectar o câncer de próstata no estágio inicial é essencial para que as chances de cura cresçam. O oncologista do Hospital Erasto Gaertner Luiz Antônio Negrão Dias afirma que, mesmo sendo um tumor agressivo, a descoberta no início faz com que a probabilidade de resolução do caso seja de quase 100%. “Se o tumor cresce e ocorre metástase, cai para 30%. Por isso fazer exames preventivos traz um benefício grande”.
A recomendação é que homens a partir dos 45 anos realizem o exame de toque retal e a medição do PSA (feita por exame de sangue e que mostra a elevação nos níveis de antígeno prostático específico, substância produzida pela próstata) uma vez ao ano. Quando existem casos na família, é indicado que essa prevenção seja antecipada e comece aos 40 anos. O médico explica que os exames rotineiros podem salvar vidas de homens com câncer agressivo (que se espalha rapidamente e gera metástase). O tumor na próstata, de acordo com ele, também pode ser latente (de desenvolvimento lento, que não ocasiona sintomas e que permite que o paciente viva com o tumor sem tratamento, apenas sendo monitorado).
Processo natural
O oncologista do Hospital Santa Cruz Rodrigo Rigo salienta que os exames são importantes porque não existe um fator específico para a causa (ao contrário do câncer de pulmão, onde o tabagismo está diretamente relacionado). “Faz parte de um processo natural e há chances mesmo que o estilo de vida seja saudável”. O tratamento é multidisciplinar e depende, diz Rigo, do estágio da doença. “Em alguns casos de câncer latente, a observação é a melhor conduta a ser tomada e o rumo da doença varia de acordo com o paciente”.
Remoção da glândula prostática é um dos procedimentos realizados em casos de câncer. O administrador de empresas e presidente da Associação Amigos da Próstata, de Curitiba, Álvaro Dito, 71 anos, passou pela cirurgia há nove e se curou da doença. Também não precisou complementar o tratamento com radioterapia ou quimioterapia. “Estava com a próstata 40% tomada. Hoje, mudei a alimentação e me cuido. Os homens tem de saber que um simples exame de sangue ajuda a descobrir e evitar muitas doenças”.
(Fonte: Saúde - Gazeta do Povo)
Exames preventivos traz grande benefício.
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